
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe, nesta segunda-feira (16/3), o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, para uma reunião bilateral no Palácio do Planalto. O encontro entre os dois ocorrerá em meio às discussões sobre o combate ao crime organizado, além de energia e infraestrutura entre os dois países.
Maior fronteira terrestre com o Brasil, os 3.423,2 km que dividem os estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com a Bolívia são comumente usado por facções criminosas para traficar drogas e como locais para esconderijo.
Além da segurança encaixar na agenda dos respectivos países, as discussões sobre o tema devem ocorrer em meio à projeção de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode declarar grupos criminosos brasileiros — como o comando vermelho (CV)e o primeiro comando da capital (PCC) — como terroristas.
Isso, na perspectiva do governo, traria riscos à economia nacional uma vez que os Estados Unidos poderiam usar o fato de o Brasil abrigar "grupos terrorists" para aplicar sanções econômicas ao país.
Infraestrutura e energia
A vinda de Rodrigo Paz ao Brasil ocorrerá após ele e Lula terem conversado no Fórum Econômico Internacional da América Latina e Cartibe, na Cidade do Panamá, em janeiro. À ocasião, os dois trataram da criação de rotas para a integração sul-americana e alternativas para garantir o acesso da Bolívia a portos e ao escoamento de sua produção. Os presidentes ainda trataram da retomada dos diálogos na área energética.
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Considerado de centro-direita, Paz se elegeu em outubro do ano passado após derrotar o conservador Jorge "Tuto" Quiroga. A posse de Rodrigo Paz, em novembro de 2025, foi acompanhada pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB).
O viés de centro-direita de Rodrigo Paz o coloca ideologicamente próximo ao presidente do Chile, José Antonio Kast, que tomou posse no Palácio La Moneda, na semana passada. A cerimônia, que teve a presença de Paz, não contou com a participação de Lula, que cancelou sua ida ao evento.

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