CASO MASTER

Encontro entre defesa de Vorcaro e Mendonça pode ter sido para tratar da delação

Movimentações da defesa de Daniel Vorcaro ocorrem em meio ao avanço das investigações e à manutenção de sua prisão pelo STF

Juca, como é conhecido o advogado José Luís, assumiu recentemente o caso e passou a conduzir interlocuções com autoridades ligadas à apuração -  (crédito: Divulgação Oliveira Lima Advogado)
Juca, como é conhecido o advogado José Luís, assumiu recentemente o caso e passou a conduzir interlocuções com autoridades ligadas à apuração - (crédito: Divulgação Oliveira Lima Advogado)

Encontro realizado na noite desta terça-feira (17/3) entre o advogado José Luís de Oliveira Lima, responsável pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso, amplia as especulações sobre uma possível delação premiada no âmbito das investigações do Banco Master.

A reunião ocorre em meio a movimentações da defesa que indicam a avaliação de um acordo de colaboração. Juca, como é conhecido José Luís, assumiu recentemente o caso e passou a conduzir interlocuções com autoridades ligadas à apuração. Na semana passada, os advogados Pierpaolo Bottini e Roberto Podval deixaram a defesa do ex-banqueiro.

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O cenário coincide com o avanço das investigações da Polícia Federal (PF), que solicitou ao STF a prorrogação da Operação Compliance Zero por mais 60 dias. A corporação ainda analisa documentos e equipamentos apreendidos nas fases anteriores da operação. Entre eles, 9 aparelhos celulares, encontrados com Vorcaro.

A situação jurídica de Vorcaro também pressiona a estratégia da defesa. A Segunda Turma do STF formou maioria pela manutenção da prisão do banqueiro, com votos dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. O julgamento aguarda o voto de Gilmar Mendes, que tem até sexta-feira (20) para dar seu parecer. O ministro e ex-relator Dias Toffoli se declarou suspeito.

Até o momento, não há confirmação de negociação formal. Um eventual acordo dependerá da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de homologação pelo Supremo. O Correio entrou em contato com Juca e aguarda retorno.

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postado em 18/03/2026 16:04 / atualizado em 18/03/2026 16:11
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