
Em visita aos Estados Unidos, o senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez diversas críticas ao atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), realizada em Dallas, no Texas. O evento deste sábado (28/3) é promovido anualmente pela direita norte-americana.
O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro acusou Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) de serem “abertamente anti americanos” e citou a posição contrária do governo federal aos EUA após as invasões à Venezuela e ao Irã. “Ele fala publicamente contra o dólar como moeda global. Alinhou o Brasil com a China em larga escala. Tem posições opostas aos interesses americanos em praticamente todos os temas de política externa”, disse Flávio.
O senador também recordou, durante o discurso que fez no evento, que Lula revogou o visto do assessor sênior para política em relação ao Brasil no Departamento de Estado do governo dos EUA, Darren Beattie, após este anunciar que viria ao país para visitar Jair Bolsonaro, que cumpria detenção no presídio da Papudinha, em Brasília. “O Brasil agora está expulsando diplomatas americanos”, criticou.
Flávio Bolsonaro ainda acusou Lula de ter feito um “forte lobby” com 30 assessores nos Estados Unidos para impedir que as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) fossem classificadas como “terroristas” pelo governo Trump. A medida é considerada controversa por permitir uma abertura maior para intervenções dos EUA no país para combater esses grupos.
Minerais críticos e terras raras
Durante o discurso no CPAC, o pré-candidato também fez menção à questão dos minerais críticos e a forte dependência dos Estados Unidos ao mercado chinês. Segundo ele, o Brasil pode ser o responsável por diminuir a influência do país asiático nas importações dos EUA de terras raras.
“O Brasil será o principal campo onde o futuro do hemisfério será disputado, porque o país é a solução da América para reduzir a dependência da China em minerais críticos, especialmente terras raras”, afirmou Flávio. O Brasil possui a segunda maior reserva desses recursos, atrás somente da China, que lidera o mercado de forma isolada, com 70% da produção global.

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