
A CPI do Crime Organizado no Senado volta a mirar o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em mais uma tentativa de ouvi-lo sobre possíveis fragilidades na fiscalização bancária. A reunião está marcada para esta terça-feira (31/3), às 9h, e deve começar com a análise de uma série de requerimentos antes da fase de depoimentos.
A presença de Campos Neto, no entanto, ainda é incerta. Ele já havia sido convocado anteriormente, mas não compareceu após obter um habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o liberou da obrigação. Na ocasião, o ex-dirigente informou à comissão que se colocava à disposição para prestar esclarecimentos por escrito.
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O novo pedido de convocação se baseia no mesmo requerimento apresentado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). No documento, o parlamentar sustenta que o colapso do Banco Master é um dos principais pontos a serem esclarecidos pela CPI, defendendo que o depoimento pode fornecer subsídios “técnicos” para o aprimoramento da legislação e para o entendimento da atuação de organizações criminosas no sistema financeiro.
Além do ex-presidente do BC, a comissão deve ouvir o professor Leandro Piquet Carneiro, especialista em segurança e relações internacionais, convidado para auxiliar os senadores na análise do tema.
Antes das oitivas, os parlamentares devem deliberar sobre 17 requerimentos. Entre eles, estão pedidos de convocação de figuras políticas e técnicas que podem contribuir com a investigação, como os ex-governadores Ibaneis Rocha e Cláudio Castro, além do ex-diretor do Banco Central Renato Dias de Brito Gomes e de Yan Felix Hirano, apontado como possível operador na inserção de recursos ilícitos no sistema financeiro formal.
A CPI também articula a continuidade das apurações em outras frentes. Para quarta-feira (1º), está prevista a oitiva de Ricardo Saadi, presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), peça-chave no rastreamento de movimentações suspeitas.

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