A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e a deputada federal Taliria Petrone (PSol) se solidarizaram com a primeira-dama, Janja Lula da Silva, pelo relato de dois assédios sofridos já durante o atual mandato do presidente Lula.
“Eu também fui assediada, já como ministra, no meu local de trabalho”, publicou Anielle nas redes sociais, em referência ao caso de importunação sexual envolvendo o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. “Não estamos seguras em nenhum local, mas também não estamos caladas”.
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Taliria Petrone lembrou que casos como o de Janja acontecem independente do cargo ocupado pela mulher. “O assédio não escolhe função, não respeita autoridade e não distingue visibilidade pública”, afirma. “É uma violência que silencia, constrange e tenta deslegitimar mulheres em seus ambientes de atuação, inclusive nos mais institucionais”.
Janja relatou as situações de assédio durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Cultura, nesta terça-feira (3/3). "Eu, como primeira-dama, não tenho segurança no lugar onde estou e em nenhum lugar", declarou. "Eu posso dizer que já fui assediada nesse período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando em lugares que eu acho que são seguros e, mesmo assim, fui assediada".
A declaração, feita durante o mês da mulher e em meio à alta de casos de violência de gênero, evidência ainda mais o debate sobre a segurança de mulheres na sociedade.
O assédio sexual é crime no Brasil, de acordo com o artigo 216-A do Código Penal, com pena prevista de detenção de um a dois anos.
