O gabinete do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) divulgou nota, nesta quarta-feira (4/3), para negar qualquer parentesco ou vínculo com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Felipe Mourão” ou “Sicário”, citado nas investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Segundo a assessoria, “não procede qualquer tentativa de associação entre o parlamentar e o cidadão mencionado em notícias veiculadas nesta data”.
De acordo com o comunicado, o senador não possui “qualquer vínculo pessoal, profissional ou institucional” com Luiz Phillipi, tampouco com os fatos investigados. A nota ressalta ainda que Mourão sempre pautou sua trajetória pública pela legalidade, transparência e respeito às instituições, afastando qualquer relação com os episódios apurados no inquérito.
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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão é apontado pela investigação como responsável por coordenar operacionalmente uma estrutura paralela de vigilância privada chamada “A Turma”. Conforme descrito nos autos, ele teria exercido papel central na organização, executando ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.
A nova fase da operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. Na decisão, o magistrado descreve a existência de uma organização criminosa estruturada em diferentes núcleos, com funções previamente definidas entre os integrantes.
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado contava com um núcleo de comando, responsável pelas estratégias financeiras e pelas ordens de atuação, além da estrutura paralela conhecida como “A Turma”, que seria utilizada para monitorar alvos, obter informações sigilosas e intimidar desafetos.
Para parte dos investigados, foi decretada prisão preventiva. De acordo com a decisão judicial, a medida se justifica pela gravidade das condutas, pelo risco à instrução criminal e pela chamada “dinâmica violenta” atribuída às ações do grupo. As investigações seguem em curso sob supervisão do STF.
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