CASO MASTER

Defesa de Vorcaro contesta investigação e aciona STF por acesso detalhado a provas

Advogados solicitam comprovação de bloqueio de R$ 2,2 bilhões, datas de supostas mensagens e evidências de ataques a sistemas públicos, alegando que a prisão preventiva ocorreu sem acesso prévio aos fundamentos do processo

A defesa do Daniel Vorcaro — dono do Banco Master — acionou, nesta quinta-feira (5/3), o Supremo Tribunal Federal (STF) para obter acesso aos fundamentos que levaram à prisão preventiva do ex-banqueiro, realizada na quarta-feira (4), alegando que a medida foi executada sem que os advogados pudessem conhecer previamente os elementos da investigação.

“Daniel Vorcaro sempre esteve à disposição das autoridades e segue colaborando com as investigações, confiante de que o acesso pleno aos elementos do processo permitirá o correto esclarecimento dos fatos, com respeito ao contraditório e à ampla defesa”, afirmaram os representantes do investigado, em nota.

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A defesa questiona a afirmação de um suposto bloqueio de R$ 2,2 bilhões em uma conta atribuída ao pai do empresário, Henrique Moura Vorcaro. Os advogados exigem a identificação do documento, o número da conta e as evidências que comprovariam a existência desse valor e do bloqueio.

A estratégia da defesa também foca na contestação de provas digitais e operacionais. Foram solicitados esclarecimentos sobre:

  • A comprovação da existência do grupo de mensagens “A Turma” e se Vorcaro era, de fato, integrante do mesmo;

  • As datas exatas das mensagens atribuídas ao empresário e das alegadas invasões a sistemas de órgãos públicos;

  • Documentação e cronologia que sustentariam os pagamentos citados na representação policial, bem como as datas de remoção de conteúdos em plataformas digitais.

Entenda o caso

Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na quarta-feira (4), alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. A prisão foi determinada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator da investigação na Corte.

Segundo a PF, a nova fase da operação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre a atuação de uma organização criminosa suspeita de praticar crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

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