O ministro André Mendonça determinou, na noite desta quinta-feira, que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, seja transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. A chegada está prevista para esta sexta-feira. Ele será escoltado pela Polícia Penal de São Paulo até Brasília. Na capital federal, ficará sob a responsabilidade da Polícia Penal federal.
Vorcaro ficará 20 dias isolado em cela especial e individual, de nove metros quadrados. A transferência determinada por Mendonça atende a pedido da Polícia Federal, que apontou risco à segurança pública caso o banqueiro continuasse detido em uma unidade estadual. Ele estava na Penitenciária de Potim, no interior paulista, depois de passagem pelo Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, na Grande São Paulo.
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Conforme Mendonça, a PF havia destacado que o risco à "permanência de Daniel Bueno Vorcaro em presídio estadual no Estado de São Paulo deriva da análise dos elementos informativos coligidos ao longo da investigação, que indicam que o referido investigado detém significativa capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder público e do setor privado".
No pedido encaminhado ao STF, a polícia argumentou que a transferência para o sistema penitenciário federal é necessária para garantir a efetividade da prisão preventiva, mitigar riscos institucionais associados à elevada sensibilidade da investigação e preservar a integridade física do próprio preso.
"A Penitenciária Federal em Brasília apresenta condições institucionais que permitem monitoramento mais próximo da execução da custódia, considerando a localização da unidade em relação aos órgãos responsáveis pela condução da investigação e pela supervisão judicial das medidas cautelares adotadas no âmbito desse Supremo Tribunal Federal", argumentou a corporação.
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Vorcaro foi preso pela segunda vez na quarta-feira por determinação de Mendonça. A PF aponta que o banqueiro faz parte de uma "organização criminosa" de "profissionais do crime", chamada de "A Turma", que usa violência e coação como uma "milícia privada".
Segundo as investigações, havia um "núcleo financeiro", responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro. Também um "núcleo de corrupção institucional", voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central.
Os outros dois referiam-se ao "núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro", com utilização de empresas interpostas, e ao "núcleo de intimidação e obstrução de Justiça", responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades.
Além de Zettel, faziam parte do grupo o policial aposentado Marilson Silva e Luiz Phillipi Mourão, a quem a PF chama de "Sicário", ou seja, assassino de aluguel. Todos foram presos na quarta. Mourão tentou suicídio na cadeia.
Zettel também passou pelo Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos e permanece na Penitenciária de Potim. (Com Agência Estado)
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