Ex-presidente preso

STF forma maioria para manter Bolsonaro preso em regime fechado na Papudinha

Por 3 votos a 0, a Primeira Turma rejeitou o pedido de prisão domiciliar humanitária feito pela defesa. O relator Alexandre de Moraes citou que as doenças crônicas do ex-presidente estão sob controle e relembrou descumprimento de medidas cautelares

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses e prisão, em regime inicial fechado, por liderar a trama golpista -  (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses e prisão, em regime inicial fechado, por liderar a trama golpista - (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta quinta-feira (5/3), para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso em regime fechado no 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Por 3 votos a 0, até o momento, os ministros rejeitaram o pedido de prisão domiciliar humanitária protocolado pela defesa, que alegava um quadro de saúde complexo do condenado.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pelo indeferimento do benefício e foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino — presidente da turma — e Cristiano Zanin. O ex-chefe do Executivo foi condenado a 27 anos e três meses e prisão, em regime inicial fechado, por liderar a trama golpista que planejava atentar contra o Estado Democrático de Direito.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Para embasar sua decisão, Moraes citou uma perícia médica realizada pela Polícia Federal (PF), que concluiu que, embora Bolsonaro possua doenças crônicas — especificamente hipertensão, apneia do sono grave e refluxo —, todas estão sob controle clínico.

O laudo técnico indicou, ainda, que a unidade prisional onde ele se encontra possui estrutura adequada para o tratamento, não havendo necessidade de internação hospitalar.

Além da questão de saúde, o relator destacou que a prisão domiciliar é uma medida excepcional e mencionou que o ex-presidente já descumpriu medidas cautelares anteriormente. Entre os episódios citados, está a violação da tornozeleira eletrônica.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou contra a flexibilização da pena, sustentando que não existe respaldo legal para conceder o benefício neste momento.

O julgamento ocorre em sessão virtual, que permanece aberta até as 23h59 de hoje. Para conclusão definitiva do rito na Primeira Turma, resta apenas o voto da ministra Cármen Lúcia.

  • Google Discover Icon
postado em 05/03/2026 11:59 / atualizado em 05/03/2026 12:02
x