O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) desconversou sobre sua possível candidatura à reeleição na composição de chapa com o presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
Alckmin, que participou nesta sexta-feira (6/3), da entrega de equipamentos hospitalares no Espírito Santo, afirmou que a definição das candidaturas de ministros de Lula será publicada “mais à frente um pouquinho”.
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“Eu vou deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no prazo que a lei estabelece, que é no dia 2 de abril, a desincompatibilização. Já da vice-Presidência não há necessidade (de desincompatibilização). A definição de candidaturas será mais à frente um pouquinho”, disse Alckmin, ao acrescentar estar “muito honrado e muito feliz” em participar do governo Lula.
A possível manutenção de Alckmin como candidato a vice de Lula é defendida por aliados do petista. Um deles é o presidente do PT, Edinho Silva, que diz abertamente que o nome do filiado ao PSB é bem aceito pelo partido.
Em paralelo a uma manutenção de Alckmin como vice de Lula, circulam perspectivas de indicá-lo como candidato a governador ou a senador por São Paulo e de oferecer o cargo de número dois da Presidência da República a um aliado do MDB.
A ideia de projetar Alckmin à representação do estado paulista se deve ao fato de o atual vice-presidente ser um nome popular no interior — para concorrer com Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato à reeleição.
O destino de Alckmin dependerá, no entanto, da definição de candidaturas de ministros aliados por São Paulo, como Fernando Haddad (Fazenda), Márcio França (Empreendedorismo) e Simone Tebet (Planejamento), que — caso efetive sua candidatura a senadora — deve mudar seu domicílio eleitoral para a capital paulista.
“Você tem aí conjunto de alternativas”, pontuou o vice-presidente.
