ELEIÇÕES 2026

Eduardo Leite oficializa pré-candidatura a presidente

Com a escolha do PSD, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, largam a corrida presidencial

O governador do estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), oficializou a pré-candidatura à presidência do Brasil, na manhã desta sexta-feira (6/3), nas eleições de 2026. Com a escolha do partido no lançamento, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, largam a corrida presidencial.

O político publicou um “manifesto” em que afirmava que “um novo ciclo de desenvolvimento exige coragem, independência, responsabilidade e visão de futuro”. Ele afirmou que o Brasil sofre um “problema de direção“, não de potencial, e se colocou como uma terceira via fora da polarização.

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No documento, o governador argumenta que o país está paralisado por disputas ideológicas e "paroquiais" enquanto o mundo atravessa uma transição tecnológica e geopolítica agressiva, colocando-se como uma possível terceira via.

Leite foca o discurso na necessidade de um novo pacto de governabilidade, enfatizando que o equilíbrio entre os Três Poderes e a responsabilidade fiscal são as únicas vias para garantir proteção social e atrair investimentos em um cenário de incertezas globais.

O governador destaca ainda a inteligência artificial e a economia verde como as grandes fronteiras para o desenvolvimento brasileiro, mas alerta que o país corre o risco de virar um mero "espectador da história" se não realizar reformas estruturais imediatas.

Para o pré-candidato, a eleição não deve ser uma escolha entre polos ideológicos, mas sim a inauguração de um ciclo de planejamento de longo prazo, focado em produtividade e na formação de capital humano para a nova economia digital.

Esta não é a primeira vez que Leite anseia ser presidente da República. Em 2022, ele deixou o cargo de governador para tentar disputar a cadeira da presidência, mas voltou atrás para concorrer ao cargo de governador novamente. Com o anúncio, ele voltou à cadeira e substituiu o governador em exercício Ranulfo Vieira Júnior (PSDB), que havia assumido o cargo após a renúncia.

Confira os pontos-chave do manifesto:

  • Crise de direção: O Brasil possui ativos únicos (matriz limpa, biodiversidade e minerais), mas carece de uma agenda de Estado que olhe para os próximos 30 anos, em vez de focar apenas no próximo ciclo eleitoral.
  • Nova governabilidade: Defesa de reformas política e administrativa para reduzir a fragmentação, combater privilégios no setor público e acabar com a "farra de emendas", buscando um Estado mais eficiente e menos judicializado.
  • Responsabilidade fiscal como valor social: O texto reforça que o ajuste das contas não é uma demanda do mercado, mas uma proteção aos mais pobres contra a inflação, citando o Plano Real como exemplo de sucesso.
  • Educação e produtividade: Foco na educação básica e na requalificação profissional como motores para aumentar a produtividade nacional, fator considerado crítico devido ao rápido envelhecimento da população brasileira.
  • Aposta na tecnologia e sustentabilidade: Proposta de usar a energia limpa e a posição geopolítica estável do Brasil para atrair infraestrutura digital e liderar a inovação em Inteligência Artificial.
  • Superação da polarização: Crítica ao cenário político atual, onde a disputa entre desafetos substitui o debate de projetos. Leite propõe substituir o "improviso" pelo planejamento e o "radicalismo" pela responsabilidade.

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