A Polícia Federal prendeu, na manhã desta segunda-feira (9/3), um delegado federal suspeito de integrar um esquema de vazamento de informações sigilosas ligado às investigações do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. Segundo o Estadão, o servidor detido é o delegado Fabrizio Romano.
A prisão ocorreu durante a operação Anomalia, deflagrada pela para desarticular um núcleo criminoso suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, além de medidas cautelares diversas, como o afastamento do exercício de função pública. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a Polícia Federal, a investigação aponta a existência de uma rede formada por advogados, servidores públicos e um ex-secretário de Estado que teria atuado para obter e repassar informações reservadas de investigações policiais a pessoas ligadas ao crime organizado.
O grupo é suspeito de praticar crimes como organização criminosa, obstrução de Justiça e tráfico de influência. Segundo os investigadores, integrantes da associação buscavam acesso antecipado a dados sobre operações policiais, o que poderia comprometer o andamento das apurações.
Entre os alvos da investigação está também o ex-secretário estadual de Esportes do Rio de Janeiro Alessandro Pitombeira Carracena, apontado como possível intermediário em contatos e articulações envolvendo os investigados, segundo informaçõa d'O Estado de São Paulo.
- Leia também: CCJ da Câmara promove debate sobre fim da escala 6x1
A operação é um desdobramento das investigações relacionadas ao ex-deputado TH Joias, preso em 2025 sob suspeita de envolvimento com organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e armas, além de corrupção e lavagem de dinheiro. A operação também ocorre no rastro da investigação que prendeu o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar.
Segundo a PF, as diligências buscam aprofundar as apurações sobre a possível existência de uma rede de proteção institucional que teria facilitado o vazamento de informações sensíveis de investigações policiais.
Saiba Mais
