ELEIÇÕES 2026

Zema deixa governo e diz querer fazer no Brasil o que fez em Minas

Romeu Zema (Novo) transferiu o comando do estado para o vice, Mateus Simões (PSD); o agora ex-governador é pré-candidato à Presidência da República

O governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) passou o comando do estado na manhã deste domingo (22/3) ao seu vice, Mateus Simões (PSD), com a intenção de disputar a eleição presidencial deste ano. No discurso de transferência do cargo, Zema defendeu seu legado após sete anos no governo de Minas e teceu críticas à gestão do presidente Lula (PT), acusando-a de “destruir o país”.

O discurso de Zema é de que o governo “que está lá em Brasília” está destruindo o Brasil, e que esse “mesmo sistema” também destruiu Minas Gerais. As principais alegações do ex-governador são de que a população não aguenta mais “a farra da corrupção”, “viver com medo” e “a conta não fechar no fim do mês”. “Nós não somos um país fracassado. Nós somos sim um país roubado. O problema do Brasil não é falta de recursos, é sobra de ladrões”, afirmou Zema.

Na sequência, Zema declarou que o brasileiro não quer um país perfeito, e sim um país que funcione, onde “a lei seja igual para todo mundo” e sem o que chamou de “intocáveis”. “Um país onde o governo respeita os valores da família, onde o empreendedor não é tratado como inimigo, onde o trabalhador pode andar na rua sem medo de ser assaltado. O brasileiro não quer um país perfeito, ele só quer um país que seja dele outra vez e não mais o Brasil dos intocáveis”, disse.

Em momentos anteriores do discurso, o ex-governador elencou conquistas do seu mandato, como o pagamento em dia do salário dos servidores, a construção de hospitais regionais e o que chamou de “contas em ordem”. Também avaliou sua eleição no primeiro mandato, em 2018, não como a vitória de um partido ou de um candidato, mas de “um movimento dos mineiros decididos a se livrar da corrupção e tomar as rédeas do governo nas suas mãos".

No encerramento da fala, Zema, que é pré-candidato à Presidência, focou em críticas ao governo federal, sugerindo que seu próximo passo na política será em nível nacional. “Foi por isso que nós começamos a mudar em Minas e agora chegou a hora de mudar o Brasil todo”, finalizou. 

Mais Lidas