AGENDA NA COLÔMBIA

Lula fala sobre soberania e cita minerais críticos: "Gerar desenvolvimento"

Na Colômbia, Lula destacou que os minerais críticos são uma nova oportunidade para que países da região possam crescer

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião de Chefes de Estado CELAC-África, no Centro de Convenções Ágora. Bogotá - Colômbia       -  (crédito: Ricardo Stuckert / PR)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião de Chefes de Estado CELAC-África, no Centro de Convenções Ágora. Bogotá - Colômbia - (crédito: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar de integração regional e soberania durante a X Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) no sábado (21/3), em Bogotá, na Colômbia. No encontro, Lula destacou que os minerais críticos são uma nova oportunidade para que países da região possam crescer.

"Quem quiser explorar minerais críticos, que venha se instalar e produzir aqui. E gerar desenvolvimento aqui. Nós não somos mais países colonizados. Não abriremos mão de nossa soberania", disse o presidente, que já retornou ao Brasil.

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A América Latina tem a segunda maior reserva de minerais críticos e terras raras do mundo. Desses minérios depende a fabricação dos chips, baterias e placas solares que dão corpo à revolução digital e à transição energética. Lula enfatizou que é justo que a América Latina e o Caribe tenham acesso a todas as etapas das cadeias de valor, desde a extração até o produto final, do beneficiamento à reciclagem.

“Temos a oportunidade de reescrever a história da região, sem repetir o erro de permitir que outras partes do mundo enriqueçam às nossas custas. A adoção de um marco regional, com parâmetros comuns mínimos, aumentaria nosso poder de barganha junto a investidores”, citou.

Guerra e paz

Além disso, Lula pediu que os países latino-americanos, caribenhos e africanos se posicionem contra as guerras em curso no mundo, e destacou que esses conflitos são a mais recente manifestação do "colonialismo", em que países mais fortes pretendem impedir o crescimento dos demais e também se apropriar das riquezas.

O presidente chamou os países a pressionar pela mudança no Conselho de Segurança da ONU. "Somente a paz é que pode fazer com que o mundo pobre possa se desenvolver. E o que constrói a guerra? Só mortes e destruição. Queremos voltar a ter uma relação civilizada entre as nações", disse.

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postado em 22/03/2026 11:30
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