Congresso

CPMI do INSS vota relatório em sessão que pode varar a madrugada

Parecer com 227 indiciamentos enfrenta resistência e pode prolongar debate até amanhã (28/3)

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social entra, nesta sexta-feira (27/3), na etapa decisiva com a análise do parecer do relator, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O documento, com cerca de 8 mil páginas, propõe o indiciamento de 227 pessoas e deve enfrentar resistência de parlamentares alinhados ao governo, que articulam a apresentação de um texto alternativo.

O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sinalizou que não haverá limitação de tempo para a deliberação. Segundo ele, o rito prevê a leitura do relatório, seguida de debate entre os membros e, por fim, a votação. Na prática, a expectativa é de uma sessão longa, que pode avançar pela madrugada ou até exigir continuidade no sábado (28).

Viana ressaltou que tenta construir um entendimento entre os diferentes blocos políticos, mas admitiu que, caso não haja consenso, a decisão será levada a voto. Ele destacou que a CPMI, desde o início, buscou equilibrar posições para garantir o andamento das investigações.

“O ideal, eu volto a dizer, é que nós tenhamos um relatório aprovado e vamos buscar, eu vou buscar como presidente, como eu busquei desde o início, e conseguimos trazer essa investigação até esse momento sempre buscando o equilíbrio, o diálogo entre os dois lados com o interesse na investigação”, disse.

Com a sessão já em curso, o presidente indicou que há convergência em aproximadamente 60% do conteúdo do parecer, especialmente na parte técnica. As divergências, segundo ele, concentram-se nos pedidos de indiciamento, ponto mais sensível do relatório.

Nos bastidores, há expectativa de que entre os citados esteja o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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