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Cláudio Castro falta à CPI do Crime Organizado e alega "lombalgia aguda"

O ex-governador registrou a terceira ausência na comissão na última sessão do colegiado, nesta terça-feira (14/4)

Para CPI, depoimento de Castro ajuda a entender mecânica do crime no Rio -  (crédito: Philippe Lima/Governo do RJ)
Para CPI, depoimento de Castro ajuda a entender mecânica do crime no Rio - (crédito: Philippe Lima/Governo do RJ)

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que não compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado devido a “dores intensas na região lombar”, diagnosticadas na manhã de segunda-feira (13/4).

Castro deveria ter se apresentado ao Senado Federal nesta terça-feira (14). Para o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a convocação seria uma oportunidade para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados pelos parlamentares.

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“O ex-governador Cláudio Castro foi diagnosticado, na manhã desta segunda-feira, com um quadro de lombalgia aguda, apresentando dores intensas na região lombar, o que motivou orientação médica expressa para suspender viagens e atividades presenciais neste momento. Por esse motivo, ele não poderá comparecer à oitiva da CPI do Crime Organizado, prevista para terça-feira, em Brasília”, informou a equipe do ex-governador em nota.

A comissão já havia tentado convocar o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em outras duas ocasiões, em dezembro do ano passado e em fevereiro deste ano. Como ambos ainda estavam no cargo, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que não deveriam ser convocados, e nenhum deles compareceu.

Após as renúncias no fim de março, a CPI voltou a convocá-los no dia 31. O ministro do Supremo André Mendonça, porém, classificou a presença de Ibaneis como “facultativa”, e ele voltou a faltar. Já Cláudio Castro deveria participar obrigatoriamente, na condição de testemunha.

De acordo com Vieira, o depoimento do ex-governador do Rio poderia fornecer detalhes sobre como o crime organizado é combatido no estado e ajudar a identificar as principais dificuldades enfrentadas pelo país.
“O depoimento do ex-governador proporcionará a esta CPI um panorama macroestratégico inestimável, permitindo investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado, bem como a capilaridade da infiltração de criminosos no aparato estatal”, disse.
A CPI do Crime Organizado terá sua última sessão nesta quarta-feira (14), quando votará o relatório final. Segundo o relator, o documento pede os indiciamentos dos ministros do Supremo Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

*Estagiária sob a supervisão de Rafaela Gonçalves 

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LC
postado em 14/04/2026 15:20
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