
O líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), afirmou nesta quarta-feira (15/4) que “não tem nenhuma dúvida” da vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. Segundo ele, a definição do vice deve ficar para o período das convenções, em meio às articulações partidárias.
"O Flávio ainda não decidiu o vice. Está indo muito bem, já consolidou a campanha dele. Eu não tenho nenhuma dúvida de que vai ganhar a eleição, mas a questão do vice só será definida na época das convenções, porque envolve coligações e partidos", disse em entrevista para os jornalistas Carlos Alexandre de Souza e Ana Raquel Lelles, no programa CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília.
Apesar de afirmar que a decisão final será tomada mais adiante, o parlamentar citou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pela importância estratégica do estado, e a ex-ministra e senadora Tereza Cristina (PP-MS), a quem classificou como uma opção “muito qualificada”.
Ele defendeu o relatório da CPI do Crime Organizado, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB - SE), que pede o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, alegando que o documento possui provas consistentes. Izalci mencionou ainda suspeitas envolvendo patrocínios em eventos internacionais do Banco Master, criticando o que chamou de omissão do Senado frente às invasões de competência pelo Judiciário.
“Quem pode resolver tudo isso é o Senado e ele não fez o dever de casa até hoje, porque o Supremo sempre invadiu as competências do Senado, já há muito tempo que está fazendo isso, o Executivo também, mas principalmente o Judiciário e o Senado fica omisso”, destacou.
Dosimetria
Um dos pontos prioritários para o PL é a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria, que busca reduzir penas de envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Izalci afirmou ter firmado um acordo com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União), para pautar a análise do veto em 30 de abril. Em contrapartida, a oposição concordou em não forçar a leitura da CPMI do Banco Master nesta sessão, priorizando a situação de presos, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
“Eu fiz um ofício como líder da oposição do Congresso, fazendo um acordo com ele (Alcolumbre). Olha, vamos fazer o seguinte, marca a reunião do Congresso e a gente só vota esse item. Ninguém vai falar em CPMI, ninguém vai falar nesse primeiro momento. Na próxima reunião a gente vai cobrar, mas nesse primeiro momento apenas a dosimetria, a derrubada do veto”, disse.
No âmbito local, o senador reafirmou sua intenção de disputar o Governo do Distrito Federal (GDF). O senador destacou que já aparece em empate técnico nas pesquisas com nomes como Celina Leão e Arruda, mesmo sem ter sido anunciado oficialmente como candidato pelo PL.
Assista à entrevista na íntegra:
*Estagiária sob a supervisão de Rafaela Gonçalves

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