
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, nesta quarta-feira (15/4), o julgamento que discute a nomeação de parentes de autoridades para cargos políticos na administração pública. A interrupção ocorreu após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Até o momento da suspensão, a Corte já havia formado maioria no sentido de permitir esse tipo de indicação, desde que os nomeados atendam a critérios de qualificação técnica e idoneidade moral. Ainda assim, o julgamento permanece em aberto e sem definição final.
A ação analisada envolve uma lei do município de Tupã (SP), que autorizava a nomeação de familiares para cargos do primeiro escalão, como secretarias. A partir desse caso, o STF deve estabelecer um entendimento com impacto nacional, orientando decisões semelhantes em outras instâncias da Justiça.
O ministro Gilmar Mendes pediu vista, argumentando que é preciso dialogar mais. “É importante termos uma referencia seguro. Se trata se proibir nomeação a façamos de uma maneira mais enfática”, frisou.
Atualmente, o nepotismo é proibido para cargos comissionados e funções de confiança, conforme entendimento já consolidado pelo próprio Supremo. Nesses casos, segue vedada a nomeação de cônjuges e parentes até o terceiro grau na administração pública.

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