
Um grupo de parlamentares da oposição, liderado por Marcel van Hatten, cumpre agenda na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (15/4), para entregar o relatório da CPMI do INSS aos ministros Luiz Fux e André Mendonça.
O documento possui mais de 4 mil páginas e 216 indiciamentos e, segundo o relator, deputado Alfredo Gaspar, reúne vastos indícios probatórios, baseados em meses de análise de dados e produção de provas técnicas, além de citar nomes recentemente convocados pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre a fraude que vitimou milhares de brasileiros.
O líder do Novo conversou com a imprensa antes da reunião e afirmou haver expectativa positiva, destacando a relevância do relatório por reunir mais de 200 nomes de suspeitos de cometer crimes.
“A nossa expectativa é encaminhar o relatório, que trouxe o indiciamento de mais de 200 pessoas suspeitas de cometer crimes, para entregar aos dois ministros que votaram favoravelmente à continuidade das investigações, ou seja, aqueles que têm interesse em chegar aos responsáveis”, disse.
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Ele também criticou ministros citados nas investigações sobre o caso do Banco Master. “O que deve chamar ainda mais a atenção dos brasileiros é que três ministros do STF — Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cássio Nunes Marques — apareceram com familiares implicados nas investigações e, portanto, no mínimo deveriam se declarar suspeitos no momento de votar na sessão do STF que decidiu enterrar essa investigação”.
Sobre o ministro Gilmar Mendes, que cruzou com o grupo de parlamentares, mas não cumprimentou a maioria, Van Hatten atribuiu a atitude a um constrangimento. “Cumprimentou outro parlamentar, mas acho que o constrangimento está claro. Ele também está passando por um papel ridículo ao atacar os parlamentares. Ele, obviamente, acabou se constrangendo”, declarou.

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