Eleições 2026

Zema descarta ser vice de Flávio e mantém candidatura ao Planalto

Ex-governador de Minas apresentou, nesta quinta-feira (16/4), seu plano de governo durante evento em São Paulo e prometeu novas regras para ministros do STF

"Eu vou priorizar a minha pré-candidatura. Ela vai até o final, a candidatura idem", respondeu Zema ao ser questionado por jornalistas - (crédito: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) declarou nesta quinta-feira (16/4) que vai manter sua candidatura à Presidência da República "até o final", apesar das especulações sobre um possível convite para compor como vice a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Apesar disso, Zema afirmou esperar que seu partido, o Novo, firme alianças locais com o PL em Minas Gerais e em São Paulo, como fez em estados da Região Sul. O governador comentou ainda que, dentre os pré-candidatos já anunciados, foi "o único que já consertou as barbaridades do PT" em seu estado.

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"Eu vou priorizar a minha pré-candidatura. Ela vai até o final, a candidatura idem. Lembrando que o partido Novo já fez costuras no Rio Grande do Sul com o PL, em Santa Catarina, no Paraná, e estamos otimistas que isso também vai acontecer em Minas Gerais e São Paulo", respondeu Zema ao ser questionado durante evento em São Paulo, no qual apresentou seu programa de governo.

"Vocês viram aqui, nós temos propostas que a maioria da classe política tem verdadeira ojeriza, pavor. Nós vamos manter. Nós temos as propostas que o Brasil precisa. Eu sou o pré-candidato, o candidato, o único que já consertou as barbaridades do PT, porque eu assumi um estado arruinado. Então, eu tenho este diferencial", acrescentou.

Zema sucedeu Fernando Pimentel (PT) no cargo, e atribui ao antecessor o crescimento da dívida mineira com a União.

Questionado ainda sobre o que o diferencia de outros candidatos do campo de direita, o ex-chefe do Executivo mineiro citou que não colocou membros de sua família na administração pública,  estocando candidatos como Flávio e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que possuem parentes na política. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada nesta semana, Caiado deixou ao menos dez parentes em cargos comissionados no estado.

"Gosto de fazer desafio. Eu, que foi governador até 25 dias atrás, sabem quantos parentes eu levei para o governo de Minas? Zero. Eu tenho autoridade para falar desses absurdos. Agora, o que eu vejo de outros candidatos é o contrário. Zero parentes", enfatizou.

"Intocáveis"

O ex-governador mineiro apresentou seu plano de governo em evento intitulado "Brasil Sem Intocáveis", realizado pelo Novo na capital paulista. Em sua fala, destacou que seu primeiro ato, caso eleito presidente, será propor uma série de regras novas para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

"A primeira coisa que eu vou fazer é acabar com a farra dos intocáveis. Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo, um Supremo em que seus membros prestem contas dos seus atos. Em que parentes de ministros não possam ter negócios jurídicos. Com idade mínima de 60 anos e mandato de 15 para que seja a coroação de uma carreira irretocável", enfatizou Zema.

O político mineiro disse ainda que vai "passar a faca" nos gastos criados pelo atual governo, e que terá como foco também a segurança pública, citando a classificação de facções criminosas como terroristas e a redução da maioridade penal. Também voltou a defender a anistia para os condenados pela tentativa de golpe de Estado, como os presos pelo 8 de janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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postado em 16/04/2026 15:08
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