
O presidente Luiz Inácio Lula da (PT) voltou a criticar nesta quinta-feira (23/4) o caráter temporário do acordo Mercosul-União Europeia (UE), que entra em vigor no dia 1° de maio, e questionou a contestação em curso na Justiça europeia. Ainda assim, disse estar "otimista" com as negociações.
O presidente comentou ainda que o recurso é “coisa de gente ciumenta”, e que o Brasil não quer “destruir”, os produtos europeus, em referência ao temor de empresas do agro europeu com a concorrência com o agro brasileiro.
Lula participou hoje da Feira Brasil na Mesa, realizada na Embrapa Cerrados em Planaltina, Distrito Federal.
“A gente conseguiu fazer um acordo entre União Europeia e Mercosul. Nós vamos ter um mercado de 750 milhões de pessoas e 22 trilhões de dólares. E ninguém tem a quantidade de produtos para oferecer ao mundo que o Brasil tem”, discursou Lula.
“Eu disse agora para o primeiro-ministro da Alemanha que o Parlamento Europeu entrou com um recurso, mas isso não impede que a gente continue negociando”, acrescentou.
O Parlamento Europeu apresentou recurso em janeiro deste ano contra o acordo com o Mercosul, o que pode atrasar a implementação total e mudar termos já acertados entre os blocos. Até lá, uma versão provisória do acordo ficará em vigor, até que a medida seja aprovada por todos os países envolvidos.
“Esse recurso é apenas coisa de gente ciumenta, que não conhece a qualidade do Brasil. A gente não quer destruir os produtos deles, a gente quer fazer uma política de complementariedade”, afirmou o presidente. “Mas eu estou muito otimista” concluiu.

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