Diesel

Lula critica guerra e promete conter alta dos combustíveis no Brasil

Ao comentar o cenário global, o petista atribuiu ao conflito envolvendo o Irã a pressão sobre o mercado internacional de energia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (1º/4), durante entrevista concedida ao Grupo Cidade de Comunicação, em Salvador, que o governo federal está atuando para evitar que a escalada de tensões internacionais impacte diretamente o custo de vida da população brasileira, especialmente no preço dos combustíveis e alimentos.

Ao comentar o cenário global, o petista atribuiu à guerra envolvendo o Irã — com participação indireta de potências como os Estados Unidos e conflitos com Israel — a pressão sobre o mercado internacional de energia. Segundo ele, o bloqueio de rotas estratégicas pelo Irã tem afetado o fornecimento de diesel, produto do qual o Brasil ainda importa cerca de 30%.

O presidente brasileiro criticou duramente o conflito, classificando-o como “desnecessário” e baseado em justificativas que considera inconsistentes. Ele relembrou sua atuação diplomática passada: “Eu fui em 2010 ao Irã fazer um acordo, e fizemos um acordo para que o Irã pudesse enriquecer urânio para fins pacíficos, como o Brasil”.

Medidas para conter alta do diesel

Diante do impacto internacional, Lula destacou que o governo adotou medidas emergenciais para evitar o repasse imediato da alta dos preços ao consumidor. Entre elas, citou a redução de tributos federais, como PIS/Cofins, fixando uma espécie de “amortecimento” no preço do diesel.

Além disso, o presidente afirmou que há negociações em curso com governadores para reduzir o ICMS sobre combustíveis. A proposta prevê uma divisão do custo da desoneração entre União e estados.

Segundo Lula, o bloqueio de rotas estratégicas pelo Irã já afeta diretamente o mercado global de energia. “O Irã bloqueou e está faltando óleo diesel. O Brasil importa 30% e produz 70%”, explicou. Diante desse cenário, o governo decidiu agir para conter o repasse ao consumidor. “Tomamos a atitude de reduzir impostos e fixar uma equivalência de 32 centavos no preço do diesel para a Petrobras não precisar aumentar”, disse, referindo-se à Petrobras.

Além disso, o chefe do Executivo afirmou que há articulação com governadores para reduzir o ICMS. “Estamos propondo um acordo para eles reduzirem o ICMS e o governo paga metade, eles pagam metade”. Segundo ele, as negociações estão em andamento: “Não queremos fazer na marra, queremos fazer acordo”.

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