O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na tarde desta segunda-feira (6/4), medidas para conter a alta dos preços dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio. As ações incluem a subvenção de R$ 0,80 por litro do diesel produzido no Brasil, redução de tributos sobre o biodiesel, criação de subsídio para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e apoio ao setor aéreo diante da elevação do preço do querosene de aviação.
Para o diesel, o governo adotará duas medidas. A primeira é a subvenção de R$ 1,20 para o diesel importado em cooperação com os estados, com a União pagando R$ 0,60 por litro e os estados aderentes assumindo a outra metade. O benefício se soma ao subsídio de R$ 0,32 por litro criado em março e exige que os importadores ampliem o volume vendido e repassem o desconto aos consumidores.
A iniciativa terá validade mínima durante abril e maio de 2026, com custo estimado em R$ 4 bilhões, divididos igualmente entre União e estados. Até o momento, 25 unidades da Federação confirmaram participação.
A segunda medida prevê subvenção de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no país, totalmente financiada pela União, com custo estimado em R$ 3 bilhões e expectativa de estimular a produção nacional. Para o GLP importado, o subsídio será de R$ 850 por tonelada, totalizando R$ 330 milhões, com validade inicial de dois meses, prorrogáveis por mais dois.
Os anúncios foram feitos pelos ministros Dario Durigan (Fazenda), Tomé Franca (Portos e Aeroportos), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento).
- Leia também: Subsídio ao diesel esbarra em distribuidoras
Querosene de aviação
Segundo o ministro Tomé Franca, do Ministério de Portos e Aeroportos, o governo vai lançar linhas de crédito para as companhias aéreas. “Serão duas linhas de crédito. Uma vai disponibilizar R$ 2,5 bilhões por companhia aérea e a outra R$ 1 bilhão destinado à capital de giro”, afirmou o ministro em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto.
Os recursos, pontuou Tomé Franca, virão do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), órgão vinculado ao ministério. Outra ação destinada a conter o preço das passagens, acrescentou o titular da pasta, será a isenção das alíquotas de PIS e Cofins.
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