A direção estadual do PSol no Rio Grande do Sul decidiu, em reunião nesta terça-feira (21/4), declarar apoio crítico à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao Palácio Piratini. A medida é resultado de semanas de articulação interna, que envolveram diferentes correntes e coletivos da legenda.
"Reerguer esse estado não vai ser uma tarefa fácil. [...] Essa união é o que vai nos levar de volta ao Piratini e reeleger o presidente Lula", disse Brizola em suas redes sociais.
A formalização da aliança deve ocorrer nesta quarta-feira (22), em encontro na sede do PDT. Na ocasião, dirigentes do PSol entregarão à pedetista um conjunto de propostas consideradas prioritárias para a campanha e para um eventual governo. Entre os pontos elencados estão a oposição a privatizações, o fortalecimento do serviço público e políticas de prevenção a desastres ambientais.
Segundo a presidente estadual da sigla, Gabrielle Tolotti, durante a reunião com lideranças do partido, a construção do apoio está vinculada à necessidade de enfrentar o avanço da “extrema-direita” no estado, que segundo ela, “pode causar um estrago enorme”. A avaliação interna é de que a unidade entre partidos do campo progressista pode evitar a repetição do cenário de 2022, quando a disputa ao governo ficou restrita a candidaturas de perfil mais conservador.
A chapa em formação tem Edegar Pretto (PT) como candidato a vice-governador. Para o Senado, o PSOL reafirmou o nome de Manuela D’Ávila, em composição que reúne ainda PCdoB, PV, Rede Sustentabilidade e PSB.
Apesar da adesão, segundo o portal local Sul21, o PSol deixa claro que não pretende ocupar cargos em um eventual governo liderado pelo PDT. Esta será a segunda eleição consecutiva ao governo gaúcho em que o PSol opta por não lançar candidatura própria, apostando em uma frente mais ampla para disputar o Executivo estadual.
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