
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) fez um discurso marcado por críticas ao cenário político nacional durante a cerimônia da Medalha da Inconfidência, realizada nesta terça-feira (21/4), em Ouro Preto (MG).
Na fala, Zema afirmou que a solenidade “ganha mais sentido” diante do contexto atual do país e classificou a homenagem como “um manifesto de resistência democrática contra o que o Brasil se tornou nas últimas quatro décadas”.
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O ex-governador destacou a trajetória recente de Minas Gerais e elogiou o atual chefe do Executivo estadual, Mateus Simões. “Na figura do meu sucessor, enxergo a mesma seriedade e rigor técnico que implementamos desde 2019”, afirmou.
Zema também citou medidas adotadas durante sua gestão, como a regularização de pagamentos, o repasse a municípios e o corte de despesas. “Colocamos o salário em dia, o pagamento do 13º, voltamos a repassar às prefeituras e passamos a cortar privilégios e despesas inúteis”, disse.
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Ao tratar do cenário nacional, o ex-governador fez críticas ao funcionamento das instituições e à carga tributária. “Hoje o brasileiro trabalha quase metade do ano para sustentar um sistema que não devolve nada ao povo”, afirmou.
Ele também mencionou denúncias de corrupção e irregularidades, além de questionar decisões do Judiciário. Durante o discurso, citou nominalmente o ministro Gilmar Mendes ao falar sobre atuação do Supremo Tribunal Federal.
Zema ainda afirmou que o país enfrenta uma crise ética prolongada e criticou o que chamou de privilégios de uma “casta de intocáveis”. “O sistema vive no luxo e o povo no lixo”, declarou.
O ex-governador também fez referência ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, principal homenageado da cerimônia, ao elogiar sua gestão. “Você tem provado que é possível governar com seriedade, sem populismo”, disse.
Ao encerrar, Zema associou o momento a uma escolha política e institucional. “Precisamos decidir quem vai mandar no Brasil, se serão os intocáveis de Brasília ou os brasileiros de bem”, afirmou.
A cerimônia da Medalha da Inconfidência integra as celebrações do 21 de abril, data em homenagem a Tiradentes, e reúne autoridades, políticos e representantes da sociedade civil em Ouro Preto.

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