
Em declaração nesta sexta-feira (1ª/5), o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad criticou o empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o que classificou como “inadmissível” e “lavagem cerebral”. A declaração ocorreu em evento do Dia do Trabalhador organizado pela Força Sindical, em São Paulo (SP).
“É inadmissível o que está se vendo nas pesquisas eleitorais. O contraste é tão grande, que só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação impossível entre esses dois personagens na história do Brasil”, declarou.
Pesquisa do Datafolha divulgada em 11 de abril mostra empate técnico entre os dois presidenciáveis no segundo turno. No cenário, Flávio aparece com 46% e Lula com 45%. Apesar da vantagem do senador, os números mostram um empate dentro da margem de erro.
Segundo o candidato ao governo paulista, o crescimento de Flávio nas pesquisas é atribuído à desinformação. “Sempre que vem uma campanha, eles (da direita) procuram omitir, procuram confundir a opinião pública, mas no frigir dos ovos, o que está em jogo é sempre venda de patrimônio público de um lado e corte de direitos sociais de outro", declarou em conversa com os jornalistas após o discurso.
Em meio às mobilizações pelo Dia do Trabalhador, aliados do presidente aproveitaram para promover os esforços do governo pela aprovação do fim da escala 6x1. “Agora nós vamos lutar pela jornada 5 X 2, de 40 horas, e vamos lutar na jornada 7 X 0 para reeleger o presidente Lula”, brincou. “Porque nós não vamos descansar enquanto não enxergar, em outubro, um horizonte pela frente que não seja o desastre que foi o governo anterior”.
A participação de Haddad e outros membros do governo nas manifestações ocorre após dois dias de derrotas para o governo Lula no Congresso. Na última quarta-feira (29/4), parlamentares rejeitaram a indicação de Jorge Messias, nome indicado pelo presidente, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na quinta-feira (30/4), o Congresso aprovou o PL da Dosimetria para envolvidos na trama golpista de 8 de janeiro, classificado por Haddad como um dos maiores “escândalos recentes no Brasil”.
Também estiveram presentes as ex-ministras do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. As duas são cotadas para disputar o Senado por São Paulo.

Política
Política
Política
Política
Política
Política