
A direção nacional da União Progressista, federação partidária formada pelos partidos políticos União Brasil (União) e Progressistas (PP), decidiu entrar oficialmente na disputa suplementar ao Governo de Roraima (RR) e fechou apoio ao nome de Edilson Damião, que era o governado do Estado, mas foi cassado em abril pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a realização de eleições diretas para o cargo, previstas para 21 de junho.
O julgamento também declarou o ex-governador Antônio Denarium (Republicanos) inelegível pelo prazo de oito anos. Ambos foram condenados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, mas Damião, não ficou inelegível.
A confirmação do apoio foi dada pelo presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda e pelo senador Dr. Hiran (PP-RR). O gesto foi interpretado nos bastidores políticos de Roraima como uma sinalização de que a federação pretende transformar a eleição suplementar em prioridade política nacional.
A movimentação ocorre em meio às disputas jurídicas envolvendo o calendário eleitoral e às tentativas de suspensão da eleição direta no estado. Ao aparecer ao lado de Damião e confirmar publicamente sua pré-candidatura, Rueda também envia um recado interno de unificação da federação em torno do nome do ex-governador para a disputa.
“O nosso trabalho em Roraima vai continuar. Eu, como presidente nacional da Federação União Progressista, tenho o prazer de anunciar a pré-candidatura do Edilson para a eleição suplementar que ocorrerá no dia 21 de junho”, afirmou Rueda.
O senador Dr. Hiran afirmou que a federação pretende atuar “de maneira muito firme” na eleição. “A nossa federação, sendo a maior força política do Brasil, não pode deixar de ser protagonista nas eleições em Roraima”, disse.
