Legislativo

Sóstenes promete reação após suspensão da Lei da Dosimetria

Líder do PL na Câmara afirma que suspensão da Lei da Dosimetria pelo ministro Alexandre de Moraes aumentou pressão pela PEC da Anistia

Sóstenes afirmou que a suspensão da lei por Moraes causou espanto, já que o ministro havia aprovado a proposta -  (crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Sóstenes afirmou que a suspensão da lei por Moraes causou espanto, já que o ministro havia aprovado a proposta - (crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A suspensão da nova Lei da Dosimetria pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes continua repercutindo no Congresso, e a oposição pressiona pela votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos do 8 de janeiro.

Em entrevista ao Correio nesta terça-feira (12/5), o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que o grupo pretende intensificar a mobilização para avançar com a proposta.

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Segundo Sóstenes, a suspensão causou surpresa até entre parlamentares que participaram da construção do texto.

“Com relação à adesão do ministro Alexandre de Moraes à dosimetria, causou espanto a todos nós, inclusive ao próprio relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que assumidamente falou para a gente em vários momentos que o texto também tinha o acordo e a ciência dele”, afirmou.

A Lei da Dosimetria foi aprovada pelo Congresso com o objetivo de alterar critérios para aplicação de penas relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. No último sábado (9), Moraes suspendeu a análise dos pedidos apresentados com base na nova legislação e solicitou esclarecimentos ao Congresso sobre a validade da derrubada do veto presidencial ao projeto.

Pressão na Câmara e no Senado

Sóstenes também criticou a atuação do ministro após a suspensão da lei. “Como é que ele dá acordo para o relator e depois vai lá e suspende os efeitos da lei?”, questionou.

De acordo com o parlamentar, a oposição pretende se reunir nos próximos dias para definir estratégias de pressão sobre a Câmara e o Senado.

“Nós temos que reagir aqui, estamos vendo a questão da PEC. Vou fazer uma série de reuniões agora com a oposição hoje à tarde, com o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, para a gente traçar os caminhos que vamos pressionar para votar a PEC”, disse.

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postado em 12/05/2026 14:44
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