CASO MASTER

PF amplia operação e afasta delegada por suspeita de vazamento

Nova fase da Compliance Zero teve como alvo integrantes da ativa e aposentados da Polícia Federal suspeitos de beneficiar o grupo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Outros dois policiais federais aposentados também foram alvo de buscas nesta etapa da operação. -  (crédito: kleber sales)
Outros dois policiais federais aposentados também foram alvo de buscas nesta etapa da operação. - (crédito: kleber sales)

A sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14/5), avançou sobre integrantes da Polícia Federal suspeitos de atuar para favorecer o grupo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A ofensiva inclui mandados contra agentes da ativa e aposentados da corporação investigados por suposto vazamento de informações sigilosas.

O ministro André Mendonça, responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal, autorizou o afastamento de uma delegada da PF, alvo de busca e apreensão, além da prisão preventiva de um agente da ativa suspeito de repassar dados reservados ao grupo investigado. Outros dois policiais federais aposentados também foram alvo de buscas nesta etapa da operação.

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Segundo as investigações, o esquema teria sido contratado por Vorcaro para monitorar apurações, realizar vigilância e coletar informações sobre adversários. A PF afirma que integrantes do grupo acessavam dados sigilosos do Ministério Público Federal, da própria Polícia Federal e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol.

As apurações apontam ainda que o ex-banqueiro teria recebido informações antecipadas sobre diligências policiais. Registros encontrados pelos investigadores indicam que Vorcaro fazia anotações sobre autoridades envolvidas nas investigações e procedimentos em andamento.

De acordo com a PF, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como coordenador operacional do grupo chamado “A Turma”, realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos utilizados por órgãos de segurança pública e investigação criminal.

No despacho que autorizou a nova fase da operação, Mendonça afirmou que Mourão acessava informações protegidas por meio do uso indevido de credenciais funcionais de terceiros. “O investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”, registrou o ministro na decisão.

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postado em 14/05/2026 09:14
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