
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (14/5), em entrevista à GloboNews, que o contato com o empresário Daniel Vorcaro se limitou à busca de investidores privados para viabilizar um filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o parlamentar, o contato com o empresário ocorreu em 2024 e teve como objetivo discutir formas de financiamento da produção audiovisual. Flávio negou qualquer irregularidade e disse que o projeto sempre teve caráter privado.
“Sempre foi um sonho meu fazer uma homenagem ao meu pai. Por que eu não posso fazer igual ao Lula e pedir para a Lei Rouanet”, declarou o senador durante a entrevista. Ainda segundo Flávio Bolsonaro, “meu contato com Vorcaro foi para tratar do filme em 2024”.
Questionado sobre mensagens divulgadas pelo Intercept Brasil que mencionam a negociação para envio de recursos de Daniel Vorcaro a uma conta ligada ao advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, Flávio negou que os valores tenham sido destinados ao irmão. Segundo ele, os recursos tinham finalidade exclusiva para o filme.
“O advogado apenas é gestor do fundo por ser uma pessoa de confiança. O dinheiro privado foi integralmente para o filme”, afirmou. O senador também declarou que a participação no caso se resumiu à busca por patrocinadores para a produção audiovisual.
Durante a entrevista, Flávio disse ainda que não saber informar os valores que passaram pelo fundo e negou que Vorcaro tenha pedido qualquer contrapartida. Segundo ele, o empresário receberia apenas um percentual da bilheteria do longa.
“Fui apresentado a ele exclusivamente para falar do filme. Ninguém na época podia imaginar que o caso do Banco Master ia estourar”, declarou. O senador afirmou ainda que, naquele momento, “não tinha nada contra ele e não havia repercussão nenhuma”.
Ao comentar o tom das mensagens trocadas com Vorcaro, nas quais utiliza expressões como “irmão” e “tamo junto”, Flávio disse que eram apenas gírias e negou proximidade com o empresário. Segundo ele, a cobrança feita posteriormente ocorreu porque parcelas previstas deixaram de ser pagas.
Os jornalistas da GloboNews insistiram que já havia questionamentos envolvendo Vorcaro em 2024 e perguntaram por que o patrocínio não foi tratado de forma pública. Flávio respondeu que havia um contrato de confidencialidade envolvendo o fundo responsável pela captação dos recursos.
“O filme foi concluído por bem menos do valor pedido porque ele não concluiu os pagamentos. Eu tinha contrato de confidencialidade e não podia falar do meu contato com ele”, afirmou. “Estou falando agora porque os áudios saíram na mídia e não tem nada de errado no que fiz".
Questionado se assinou o contrato, Flávio disse que a divulgação do documento dependeria do gestor do fundo. O senador também rebateu insinuações sobre proximidade com Vorcaro e afirmou que “não vai aparecer nada de intimidade” entre os dois.
“Estou falando de peito aberto. Não insistam em me acusar. Não há absolutamente nada de errado e foi estritamente para isso”, concluiu.

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