Autoridade monetária

Galípolo diz que desemprego baixo e economia aquecida pressionam juros

Presidente do Banco Central afirmou, em audiência no Senado, que a atividade econômica segue resiliente apesar da taxa Selic elevada

Segundo Galípolo, a economia brasileira demonstra
Segundo Galípolo, a economia brasileira demonstra "resiliência", com baixo desemprego, apesar da alta taxa de juros - (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A.Press)

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19/5) que o cenário de desemprego em baixa, aumento da renda e atividade econômica aquecida continua pressionando a inflação e, consequentemente, os juros no país. A declaração foi feita durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Segundo Galípolo, mesmo com a taxa básica de juros em patamar considerado restritivo, a economia brasileira segue demonstrando força. “As taxas de juros estão num nível bastante restritivo comparando com outros países, mas a gente assiste a uma economia que vem demonstrando resiliência, desemprego baixo, renda crescendo e indicadores bastante pressionados, apesar dos juros elevados”, declarou.

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O presidente do BC explicou que o principal instrumento utilizado pela autoridade monetária para controlar a inflação é justamente a taxa de juros. De acordo com ele, quando a demanda cresce acima da capacidade de oferta da economia, o Banco Central é levado a endurecer a política monetária para tentar trazer a inflação de volta à meta.

“O instrumento do BC para colocar a inflação na meta é a taxa de juros, e toda vez que esses indicadores mostram uma demanda pressionando a oferta, colocando a inflação mais distante da meta, a resposta demandada do BC é colocar os juros num patamar mais restritivo”, afirmou Galípolo aos senadores.

Comparação com a pandemia da covid-19

Durante a audiência, o chefe da autoridade monetária também relembrou o cenário econômico enfrentado durante a pandemia da covid-19. Segundo ele, em 2020, bancos centrais ao redor do mundo reduziram fortemente as taxas de juros para estimular a atividade econômica diante da retração provocada pela crise sanitária.

Galípolo destacou que, naquele período, países chegaram a trabalhar com juros negativos, enquanto, no Brasil, a taxa básica se aproximou de 2% ao ano. Além do debate sobre inflação e política monetária, o presidente do Banco Central também deve responder aos parlamentares sobre a liquidação do Banco Master, tema que tem mobilizado o Congresso Nacional.

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postado em 19/05/2026 13:46
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