
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta sexta-feira (22/5), que havia uma “civilidade nas relações políticas” em seus dois últimos mandatos, mas que, agora, tem de conviver com as fake news.
“Este terceiro mandato está sendo diferente, porque a política está diferente dos outros dois. O mundo político, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro, de 2026 não é o mundo político de 2010. Nós tínhamos, naquela época, uma certa civilidade na relação política”, pontuou ele durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.
Lembrando que, na época, seu maior adversário era o PSDB de José Serra, do agora vice-presidente Geraldo Alckmin, e de Fernando Henrique Cardoso, Lula avaliou que, agora, “tem essa loucura que é a fake news, a mentira, e as pessoas que não têm nenhum responsabilidade com a verdade, que vivem fazendo desaforo, vivem sendo violentas”.
“O mundo está diferente. O mundo está mais nervoso, irritado, polarizado. Não é só no Brasil, nos Estados Unidos, os Democratas e Republicanos, há 20 anos, viviam como se fossem parceiros, só tinha disputa na época eleitoral”, comparou Lula.
Obras paralisadas
O presidente comentou que, atualmente, as pessoas estão sendo “vítimas do algoritmo”, que este é um fator decisivo na mudança na política e que, ao assumir a Presidência em 2023, encontrou um país “desmontado”.
“Eu encontrei, em 2023, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) com 700 funcionários a menos do que tinha em 2010, esse é um exemplo. Eu encontrei 87 mil casas do Minha Casa, Minha Vida, ainda do tempo da (ex-presidente) Dilma (Rousseff), paralisadas. Eu encontrei 6 mil obras entre creches, obras de hospital, UBS (Unidade Básica de Saúde), UPA (Unidade de Pronto Atendimento) paralisadas”, exemplificou ele, sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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