Em entrevista ao CB.Poder deste sábado (2/5) — uma parceria do Correio com a TV Brasília —, o pré-candidato à presidência pelo partido Avante, o psiquiatra e escritor Augusto Cury, defende a transição do Brasil para um modelo de semipresidencialismo ou parlamentarismo “de direito”.
Para Cury, o país já vive um parlamentarismo “de fato”, dado o poder atual do Congresso Nacional sobre o orçamento, mas carece de uma estrutura jurídica que evite os traumas de processos de impeachment.
A proposta central é a divisão de poderes: um primeiro-ministro seria chancelado pelo Congresso para cuidar da gestão cotidiana e dos problemas administrativos, enquanto o presidente da República focaria na política de Estado, relações exteriores e comando das Forças Armadas.
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O escritor ressalta que essa mudança deve obrigatoriamente passar por um novo plebiscito, argumentando que a consulta popular anterior, de abril de 1993, não reflete mais a vontade da juventude e a realidade do Brasil atual.
O candidato critica ainda o atual cenário econômico, citando uma taxa Selic de 14,75% que, somada a um spread de 4% a 5%, eleva o custo do capital para cerca de 20% ao ano. Ele propõe reduzir os juros para patamares entre 4% a 6% por meio da criação de uma Secretaria Executiva para captação de recursos externos (fundos soberanos da Arábia Saudita, Emirados Árabes e Estados Unidos) com seguro em dólar.
Cury também defende combater a “irresponsabilidade fiscal” do governo, que, segundo ele, gasta mais do que arrecada. Paralelamente, ele sugere formar uma equipe com “vários Paulo Guedes” e especialistas de instituições como Insper e Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Para enfrentar o impacto da Inteligência Artificial nos empregos, o entrevistado projeta a criação de 10 mil clubes ou escolas de empreendedores em comunidades, igrejas e escolas públicas. Além disso, a meta seria de formar 10 milhões de microempreendedores em 10 a 12 anos e a seria feita a criação de um Banco do Empreendedor para financiar microempresas, especialmente nas periferias.
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