DENÚNCIA

Magno Malta é acusado de agredir enfermeira durante atendimento médico

Caso foi formalizado junto à Polícia Civil do Distrito Federal na mesma data em que teria ocorrido o episódio. A Primeira Delegacia de Polícia (DP) apura o caso; senador nega a agressão

Uma técnica de enfermagem registrou um boletim de ocorrência contra o senador Magno Malta (PL/ES). Ela acusa o parlamentar de lhe ter agredido com um tapa no rosto durante atendimento médico. Além da agressão, a vítima alega ter sido alvo de ofensas verbais. O caso foi formalizado junto à Polícia Civil do Distrito Federal na mesma data em que teria ocorrido o episódio. A Primeira Delegacia de Polícia (DP) apura o caso, que foi registrado como lesão corporal.

Em trecho do boletim de ocorrência, obtido pelo g1, "a vítima levou o agressor até a sala de exame, realizou a monitorização e fez o teste com o soro para o acesso. Segundo a vítima, após o início do exame, informou que iriam iniciar a injeção de contraste, momento em que a bomba identificou que havia uma oclusão e pressão, interrompendo o procedimento. Por esse motivo, a vítima entrou na sala onde estava o agressor para verificar o ocorrido e constatou que o contraste havia extravasado no braço dele".

De acordo com o boletim de ocorrência, a profissional afirma que foi agredida enquanto tentava ajudá-lo. Ainda segundo o relato, o golpe teria entortado os óculos da técnica, e o senador teria a chamado de “imunda” e “incompetente”. “A vítima informa que saiu da sala imediatamente e chamou a enfermeira e o médico, atendimento este que foi recusado pelo agressor”, diz o boletim.

Neste sábado (2/5), o senador registrou um boletim de ocorrência. No documento, Malta relata que reação foi compatível com o sofrimento físico experimentado no momento e desprovida de conduta dolosa. O parlamentar ainda afirma que solicitou a preservação das imagens das câmeras de segurança do hospital e a realização de exame de corpo de delito para comprovar as lesões decorrentes do procedimento médico.

Em declarações nas redes sociais, o senador reforçou que não houve agressão e classificou a denúncia como “falsa comunicação de crime”. "Eu queria ir embora do hospital, mas pediram que eu não saísse, que eu fizesse o exame […] Eu estou indignado”, conta Malta. O parlamentar também compartilhou imagens que mostram conversa dele com o médico de plantão do hospital, que pediu desculpas ao senador e disse que vai apurar os fatos.

Malta foi internado no hospital DF Star, em Brasília, após um mal súbito de quinta-feira (30/5). O hospital informou, em nota, que abriu uma apuração administrativa para esclarecer os fatos e que está prestando suporte à funcionária que relatou a agressão. A unidade também declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal repudiou o caso e afirmou acompanhar a investigação. O órgão destacou que a violência contra profissionais de saúde é inadmissível e deve ser tratada com rigor, além de orientar que ocorrências desse tipo sejam formalmente registradas.

"A atuação desses profissionais não pode ser marcada por episódios de violência. Nenhuma posição ou condição autoriza agressões, e toda conduta dessa natureza deve ser tratada com o rigor da lei", afirma a entedidade.

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