A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conduziu, nesta segunda-feira (04), a cerimônia de 30 anos da implantação da urna eletrônica nas votações políticas no Brasil. No evento, a magistrada conversou com estudantes da rede pública do Distrito Federal, que ainda não tem idade para votar. Os jovens receberam informações sobre o funcionamento da urna.
A ministra destacou que o uso da votação eletrônica foi adotado para evitar a ocorrências de fraudes, além de dar agilidade ao processo de apuração dos votos.“Estamos completando 30 anos em que nós votamos em uma urna eletrônica. Antes, se assinava em uma cédula e colocava em uma urna de lota. Esta urna era conduzida a um local, essa urna era levada onde se contava voto um por um. Como isso poderia gerar alguma falsidade, alguém poderia assinar pelo outro, votar pelo outro, o Brasil pensou em uma forma, algo feito por nós, para nós, para nossas necessidades, que é a urna eletrônica”, afirmou.
Cármen destacou que o voto é universal e sigiloso. “Cada um de vocês, quando chegar a hora, como eleitor, vai apertar o número do candidato e ninguém vai saber, somente você. Esta urna então da a totalização, ou seja, quantos votos cada um teve. No mesmo dia temos esse resultado. São 150 milhões de eleitores aproximadamente”, ressaltou.
No evento, além de modelos de urnas eletrônicas, os estudantes receberam algumas informações técnicas sobre o funcionamento do equipamento, além de serem recebidos por um boneco gigante simulando o equipamento. Os estudantes puderam simular o voto. A primeira estudante apertou o número 99, orientada pela equipe do TSE. Um segundo estudante, apertou o número 17, em uma parte do evento que estava fora do protocolo.
De acordo com o TSE, desenvolvida pela Justiça Eleitoral e utilizada pela primeira vez em 1996, a urna eletrônica reduziu riscos de fraude e ampliou a segurança e a confiabilidade das eleições brasileiras, consolidando-se como símbolo do sistema democrático.
Ao longo de três décadas, o equipamento se firmou como instrumento essencial para garantir rapidez na apuração e segurança no processo eleitoral, com base em constante aprimoramento tecnológico e rigorosos procedimentos de auditoria.
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