CASO MASTER

Viana diz que CPMI do INSS já conhecia suposto esquema ligado a Ciro Nogueira e Master

Em vídeo publicado nas redes sociais, senador afirmou que comissão reuniu documentos e diálogos entregues ao STF e à Procuradoria-Geral da República; parlamentar também disse que novas operações da PF devem revelar outros nomes envolvidos

O senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, divulgou um vídeo nesta sexta-feira (8/5) em que afirma que a comissão parlamentar já tinha conhecimento das informações que embasaram recentes operações da Polícia Federal envolvendo o senador Ciro Nogueira e pessoas ligadas ao Banco Master. Na gravação, Viana cita o empresário Daniel Vorcaro e diz que “novos nomes” ainda devem surgir ao longo das investigações.

Segundo o parlamentar, a CPMI teria compilado documentos, diálogos e informações sobre uma suposta “rede de influência, poder e corrupção” em Brasília. Viana declarou que o material foi entregue há cerca de três semanas ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também à Procuradoria-Geral da República (PGR). “Agora vêm os desdobramentos. Essa operação ontem em todo o país e novos detalhes virão à tona”, afirmou.

No vídeo, o senador também criticou partidos do Centrão e de integrantes do governo federal, alegando que houve uma articulação política para impedir o avanço da CPMI do INSS. “Agora vocês vão entender com mais clareza por que o Centrão e partidos se juntaram com o PT para barrar a CPMI”, disse. Viana afirmou ainda que a comissão não avançou por conta de um “sistema corrupto” instalado em Brasília.

Ao mencionar Daniel Vorcaro, o presidente da CPMI acusou o empresário de “corromper muita gente” e afirmou que as investigações devem alcançar pessoas ligadas ao governo. Sem apresentar provas no vídeo, Viana também citou um contrato atribuído à mulher do ministro Alexandre de Moraes, mencionando valores de R$ 129 milhões e alegando que o caso “ainda não foi devidamente explicado”.

O senador declarou ainda que setores da imprensa teriam sido financiados para atacar integrantes da CPMI e rejeitou tentativas de relacionar seu nome ao Banco Master por meio da Igreja Batista da Lagoinha. “Não vão conseguir, porque a verdade vai aparecer nos documentos”, enfatizou. Viana disse que ele e o relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar, cumpriram o papel político da CPMI diante das denúncias investigadas.

Em publicação no X, antigo Twitter, o senador reforçou o discurso de que a comissão foi alvo de tentativas de “silenciamento” e “desacreditação”. Na postagem, Viana escreveu que as operações da Polícia Federal começaram a mostrar ao país “aquilo que já havia sido entregue ao STF e à Procuradoria-Geral da República”. “Os documentos existem. Os diálogos existem. Os vínculos existem. E isso é só o começo”, declarou.

Até o momento, nem o senador Ciro Nogueira, nem representantes do Banco Master ou os ministros citados por Carlos Viana se pronunciaram sobre as declarações feitas pelo parlamentar nas redes sociais. A Polícia Federal também não detalhou oficialmente quais elementos das operações em andamento têm relação direta com o material apresentado pela CPMI do INSS.

 

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