O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta segunda-feira (11/5) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por sua atuação à frente do Planalto durante a pandemia de covid-19, entre os anos de 2020 e 2022, período em que o país registrou mais de 700 mil mortes em decorrência da doença.
“Só tem sentido lembrar algo do passado se a gente conseguir gravar o nome de quem foi o responsável (pelas mortes na pandemia)”, afirmou Lula, em alusão a Bolsonaro, durante seu discurso sobre a sanção da lei que institui a data 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas de Covid-19.
“Eu nunca, pessoalmente, acusei o ex-presidente Jair Bolsonaro, porque ele, enquanto presidente, tinha o pressuposto de não ser obrigado a entender de tudo. Ele, pelo menos, tinha que ouvir quem sabia do assunto. O que eu reivindicava era que ele ouvisse os principais cientistas para que tivesse orientação (de como agir na pandemia)”, completou o presidente, ao criticar médicos e ex-ministros de Bolsonaro que, à época, corroboraram políticas sem aval da ciência para lidar com a crise sanitária.
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“Também foi dito, à época da pandemia, que a vacina contra a covid transformava a pessoa em jacaré. Foi apresentada a vacina como algo de mal para as crianças. Se não der os nomes, as pessoas não vão ser conhecidas. Temos que dar nome aos bois”, defendeu Lula, novamente em crítica a Jair Bolsonaro.
Memória às vítimas de covid
De autoria do líder do PT na Câmara, deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), o projeto de lembrança às vítimas da pandemia provocada pelo coronavírus institui a data do 12 de março como dia de memória às vítimas da covid-19.
Desde o início da pandemia, em março de 2020, até o momento, o Brasil registrou mais de 716 mil mortes por covid, segundo dados do Ministério da Saúde. A trajetória da pandemia no país teve seu período mais crítico em 2021, quando registrou mais de 424 mil mortes.
Conforme avançava a vacinação contra a doença, os números de óbitos caíam. Nos anos de 2022, 2023 e 2024, respectivamente, morreram 74 mil, 14 mil e 5 mil pessoas.
Além de Lula, estiveram presentes na sanção o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o líder Pedro Uczai e representantes de organizações que representam profissionais de saúde.
