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Zema recua de críticas a Flávio por relação com Vorcaro: 'Página virada'

Esse recuo ocorreu em meio à repercussão na direita de sua fala que classificou as conversas entre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e o banqueiro como "imperdoável"

Pré-candidato à presidência, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) disse neste sábado (16/5) que suas críticas à relação entre o presidenciável do PL, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, são "páginas viradas". Esse recuo ocorreu em meio à repercussão na direita de sua fala que classificou as conversas entre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e o banqueiro como "imperdoável".

Um dos irmãos de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro reagiu ao comentário de Zema. "Acusação sem fundamentos”, disse, ao ironizou o ex-governador de Minas Gerais e chamá-lo de “potencial vice” de Flávio Bolsonaro. 

“Sempre respeitei muito o presidente Bolsonaro, e inclusive atuei ativamente no segundo turno dele em 2022 no estado de Minas Gerais, mas esse fato me decepcionou e eu agi de acordo com os meus princípios e valores eu prezo transparência”, afirmou Zema, em conversa com jornalistas, durante evento de lançamento de pré-candidaturas do seu partido, em Belo Horizonte.

 As críticas de às conversas entre Flávio e Vorcaro ocorreram porque, de acordo com uma matéria do portal The Intercept Brasil, o senador cobrou do banqueiro R$ 134 milhões para o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O então dono do Master está preso por suspeitas de crimes no sistema financeiro.

PGR denuncia Zema

O recuo nas declarações contra Flávio Bolsonaro ocorreu um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar Zema ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por ter cometido calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a peça enviada ao STJ, Zema publicou, em 1º de março deste ano, vídeos em seus perfis no Instagram e no X com críticas ao STF e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, retratados como fantoches em uma encenação relacionada ao caso Master.

Na denúncia, a PGR afirma que o conteúdo “atribui ao Ministro Gilmar Mendes conduta criminosa determinada” e sustenta que o vídeo associa o magistrado à prática de corrupção passiva ao sugerir favorecimento indevido ao ministro Dias Toffoli em troca de vantagens pessoais. 

A denúncia também aponta que as publicações tiveram ampla repercussão nas redes sociais, com cerca de 487 mil visualizações no X e 2,8 milhões no Instagram até a apresentação da ação. “Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro”, afirmou Zema.

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