Começou, nesta segunda-feira (18/5), a 27ª Marcha dos Prefeitos, que este ano traz o tema “O Brasil que dá certo nasce nos Municípios”. Além da programação, que se estende até quinta (21), e da tradicional peregrinação de prefeitos aos gabinetes dos parlamentares no Congresso, esta edição contará com uma espécie de sabatina dos pré-candidatos à Presidência: Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve comparecer à abertura evento, o que causou mal-estar junto aos prefeitos, como apurou o Correio.
O encontro começa oficialmente nesta terça (19), pela manhã, e contará com a presença dos presidentes Davi Alcolumbre (União-AP), do Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), da Câmara.
Era esperado que o presidente Lula também comparecesse, no entanto, ainda não há confirmação formal. Amanhã, o líder petista deve cumprir agenda em São Paulo, onde deve comparecer a cerimônia de abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção.
De acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, a Marcha busca focar nas “necessidades da sociedade brasileira”, tirando o foco dos prefeitos. Ele teceu, hoje cedo, críticas a projetos enviados pelo Executivo ao Congresso, definidos como “pautas-bombas”, como a medida provisória (MP) que corrige o cálculo e eleva o piso salarial dos professores. “Há uma cultura no Brasil de dizer que professor ganha mal”, comentou.
Ziulkoski pontuou o impacto do piso do magistério para os municípios e como os reajustes anuais têm comprometido os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). “Ninguém é contra pagar os professores, mas tem que ter recurso. O impacto do piso somente neste ano é de R$ 8,5 bilhões e a gente não sabe como será o comportamento do Fundeb. Hoje, 88% dos recursos são destinados ao pagamento do piso”, disse.
O presidente da CNM também reclamou da demora do pagamento de emendas e disse que matérias como a que reduz a jornada de trabalho e a proposta de emenda à Constituição (PEC) da segurança pública, bem como o novo pacote de medidas enviadas pelo Planalto, podem ampliar dificuldades financeiras nos municípios.
“Os municípios de pequeno e médio porte, principalmente, não têm estrutura e nem apoio para o custeio da segurança pública. Já a redução da jornada de trabalho deve trazer impacto de R$ 48 bilhões para os municípios. Isso mexe não apenas na iniciativa privada, mas nos direitos dos servidores concursados. Tudo isso irão votar agora. A gente tentou sugerir emendas aos parlamentares, mas não aceitaram. São pontos eloquentes. Esse é um cenário terrível”, ressaltou.
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