O Supremo Tribunal Federal (STF) não conseguiu notificar, até o momento, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) sobre o envio de emendas para o filme Dark Horse, que trata da história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Frias é apontado como produtor-executivo da obra.
No entanto, o longa está no centro do escândalo investigado pela Operação Compliance Zero, que apura as fraudes envolvendo o Banco Master. Daniel Vorcaro, dono do Master, teria prometido o envio de R$ 134 milhões para a produção, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair Bolsonaro. Pelo menos R$ 61 milhões teriam sido, de fato, repassados.
Porém, a Polícia Federal (PF) suspeita que os valores, na verdade, foram usados para lavagem de dinheiro, tráfico de influência e evasão de divisas. Frias teria enviado as emendas para uma Organização Não-Governamental (ONG) ligada a produção do filme.
A PF apontou que ele repassou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, uma entidade ligada à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações.
Oficial de Justiça não o encontrou
Na segunda-feira (18), um oficial de Justiça foi até o endereço do parlamentar, em Brasília, mas foi informado que ele não mora no local há dois anos. O endereço foi informado pela Câmara após notificação do ministro Flávio Dino, relator de um pedido feito pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) para apuração do caso.
Frias também não foi encontrado em seu gabinete.
