O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (21/5), que cobrou do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a extradição do empresário e ex-advogado do Grupo Refit Ricardo Magro, a quem o petista chamou de “falsificador de combustível” e “maior devedor de dinheiro público” do país, em discurso da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES).
De acordo com o presidente, quanto Trump falou no assunto, foi pedido pelo lado do Brasil que fossem extraditados “brasileiros que estão roubando lá”.
“Ele (Trump) falou que queria combater o crime organizado e eu falei ‘é comigo mesmo’. Se quiser combater o crime organizado, me entrega os brasileiros que estão roubando lá. Brasileiro que roubou aqui está morando em Miami, me entregue", disse Lula.
Lula afirmou que foram entregues informações sobre Magro para uma possível operação. “Quer combater o crime organizado? Me entrega logo esse aí, porque nossa Polícia Federal está preparada", frisou.
Sonegação de impostos
O empresário é investigado pela sonegação de mais de R$ 26 bilhões em impostos pelo Grupo Refit. Magro foi alvo de um mandado de prisão, no último sábado (16), no âmbito da Operação Sem Refino, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Além disso, foi decretada busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL).
Magro não reside no Brasil e, após a operação, a PF enviou seu nome para a Difusão Vermelha da Interpol. No pedido, a corporação pede que ele seja procurado em 196 países por fraude fiscais e sonegação de impostos.
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