
O senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou o tempo de liderança do PL na tribuna do Congresso Nacional, nesta quinta-feira (21/5), para defender a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.
Durante o discurso, o parlamentar afirmou que não teme investigações, e desafiou integrantes da esquerda a apoiarem a criação do colegiado.
Segundo Flávio, a CPMI seria necessária para esclarecer relações entre o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e diferentes autoridades públicas. O senador afirmou querer ver Vorcaro e Augusto Lima, ex-sócio do Master, prestando depoimento no colegiado.
“Eu quero Daniel Vorcaro e Augusto Lima sentados naquela CPMI, falando qual é a relação que eles tinham com o Flávio Bolsonaro, e também qual é a relação que eles tinham com o (presidente) Lula, qual é a relação que eles tinham com o (ministro do Supremo) Alexandre de Moraes. Porque eu não tenho nada a temer. Eu não tenho nada a esconder”, disse.
O parlamentar também criticou a falta de adesão de partidos de esquerda ao pedido de investigação. Segundo ele, nenhum integrante do campo governista assinou o requerimento da CPMI do Banco Master.
“Vocês têm medo dessa CPMI. Nenhum de vocês assinou. Eu assinei todas, porque não tenho nada a esconder”, afirmou.
Comparação com escândalos passados
Durante o pronunciamento, Flávio Bolsonaro voltou a associar o PT a casos de corrupção e mencionou episódios como o Mensalão e a Operação Lava Jato. O senador citou ainda supostas irregularidades envolvendo descontos em aposentadorias e investigações sobre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na fala, o senador contrastou esses episódios com a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, recebeu investimento privado sem qualquer irregularidade.
“Do outro lado, está o filme do presidente Bolsonaro. Que recebeu investimento privado de alguém que, na época, não tinha absolutamente nada que pudesse desabonar a sua conduta”, declarou.
O senador também direcionou críticas à Polícia Federal (PF), afirmando que a corporação estaria “aparelhada”. Sem apresentar detalhes, Flávio questionou mudanças em investigações relacionadas ao filho do presidente Lula e afirmou que haveria interferência política.
“Imagina se fosse no governo Bolsonaro, o mundo tinha caído, a investigação sobre o filho do presidente, eles trocam o próprio delegado da investigação. Isso é inaceitável”, disse.
Segurança pública e críticas ao governo
Na reta final do discurso, Flávio Bolsonaro ampliou as críticas ao governo federal, afirmando que o país enfrenta problemas econômicos e de segurança pública. O senador mencionou facções criminosas e defendeu uma postura mais dura do governo federal.
“Nós vamos libertar os brasileiros que hoje moram em áreas que são dominadas por narcotraficantes, e esse governo não faz nada, não aceita classificá-los como terroristas, CV e PCC”, afirmou, em referência às facções criminosas.
Ao concluir a fala, o parlamentar voltou a fazer críticas ao governo do presidente Lula e afirmou que pretende atuar politicamente para impedir a continuidade do projeto político do PT. “O povo brasileiro não aguenta mais quatro anos do PT”, declarou.

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