Mesmo autorizado a reduzir a pena por meio da leitura, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não tem lido enquanto cumpre o cárcere. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por coordenar uma tentativa de golpe de Estado.
Em 15 de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou Bolsonaro a participar do programa de remição de pena pela leitura. Cada livro lido e resenhado abate quatro dias de pena.
Desde então, entretanto, os relatórios semanais de atividades enviados pela Polícia Militar do Distrito Federal ao STF apontam que o ex-presidente não leu nenhum livro. Foram 12 documentos, e todos mostram “não houve” no campo de “leituras”. A apuração é do site Amado Mundo, do colunista Guilherme Amado.
Saiba Mais
-
Política Nikolas é acusado de trair o bolsonarismo: "Vídeo manipulado"
-
Política Direita, esquerda e Centrão unidos na farra eleitoral
-
Política Medo de atentado: Flávio Bolsonaro revela uso de colete à prova de balas
-
Política De ídolo a político: Edmundo entra na disputa por uma vaga na Câmara
-
Política Joaquim Barbosa se apresenta ao eleitorado
-
Política Oposição celebra Zambelli livre
Por outro lado, outros condenados pela tentativa de golpe têm lido no cárcere. É o caso do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, por exemplo, que leu “A metamorfose”, de Franz Kafka.
Bolsonaro não lê
Há algum tempo, Bolsonaro alega que não lê por falta de tempo. Em 2021, quando era presidente, chegou a dizer que ficou três anos sem ler um livro.
Em janeiro do ano passado, reforçou o posicionamento e disse que se informa por uma “rede de Zap [WhatsApp] e informações.
"Livro eu não leio mais, não dá, não tenho tempo. Sou sincero. Eu tenho rede de Zap e informações. A China assinou com o Brasil 37 acordos. Esses eu tenho que ler", disse Bolsonaro à Rádio Bandeirantes Goiânia.
