RELACÃOES DIPLOMÁTICAS

Estados Unidos demonstram interesse em negociar tarifas com o Brasil

Ministro das Relações Exteriores do Brasil e o representante de Comércio dos Estados Unidos tiveram um breve encontro nesta quarta, durante reunião que ocorre na França

Na conversa, Vieira destacou que as recentes recomendações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para a adoção de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros reforçam a necessidade de intensificar as conversas bilaterais -  (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Na conversa, Vieira destacou que as recentes recomendações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para a adoção de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros reforçam a necessidade de intensificar as conversas bilaterais - (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, tiveram um breve encontro nesta quarta-feira (3/5) durante a reunião ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), na França.

O Correio apurou que Greer, ao se aproximar do chanceler brasileiro para cumprimentá-lo, afirmou estar aberto a dialogar com o Brasil sobre as tarifas adicionais propostas sobre produtos brasileiros. Ele disse ainda que os Estados Unidos seguem abertos a debater as questões comerciais em discussão entre os dois países.

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Na conversa, Vieira destacou que as recentes recomendações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para a adoção de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros reforçam a necessidade de intensificar as conversas bilaterais.

Ainda de acordo com apuração, Vieira observou que as negociações seguem dentro do prazo de 30 dias acertado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante encontro em Washington, defendendo que o período seja aproveitado para avançar em uma solução negociada.

Na terça-feira (2/5), uma investigação do USTR concluiu que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo norte-americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre produtos desses países.

Paralelamente, o governo dos Estados Unidos prevê ainda a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Em relatório divulgado na segunda-feira (1º/6), o USTR acusa o governo brasileiro de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos. Se confirmadas, o entendimento é que as duas tarifas se somariam nos produtos afetados.

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postado em 03/06/2026 12:15
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