
O destino do mandato do deputado estadual Renato Freitas (PT) será definido no dia 16 de junho, de acordo com comunicado feito pelo presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (Republicanos), após a leitura em plenário do projeto de resolução sobre o processo de perda de mandato parlamentar nesta segunda-feira (8/6).
Caso o plenário aprove a perda do mandato de Renato, o parlamentar será o primeiro deputado estadual cassado da história do Paraná.
“A Assembleia Legislativa do Paraná em seus 171 anos de história nunca cassou nenhum deputado. Conviveram com assassinos, ladrões e corruptos, mas nunca os julgaram, nem quando a justiça apresentou as provas. Sempre cegos, surdos e mudos diante dos crimes dos deputados. O corporativismo sempre falou mais alto, até que eu, negro e pobre, entrei e me recusei a fazer parte do jogo, daí eles também mudaram as regras e abriram um novo capítulo na história da Assembleia, passaram a cassar deputados, eu estou sendo o primeiro”, escreveu Renato, em suas redes sociais.
Renato Freitas responde por quebra de decoro parlamentar e foi denunciado ao Conselho de Ética depois de se envolver em uma briga com o manobrista Wesley de Souza Silva, em 2025. Após a apreciação no Conselho e na e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a resolução foi lida pela deputada Cantora Mara Lima (Republicanos).
De acordo com o parlamentar, a briga com o manobrista, que foi gravada e acabou viralizando nas redes sociais, aconteceu após ser vítima de “um ataque violento e repentino”. Em suas redes sociais Renato ainda acusou Ademar Traiano de “roubar dinheiro do povo”.
Alexandre Curi anunciou a data da votação que definirá a perda, ou não, do parlamentar em seguida. Renato Freitas já se manifestou e avalia que a cassação deve acontecer, já que esse foi o parecer do Conselho de Ética e da CCJ.
“Eu perco meu mandato, mas não perco minha alma. Se eu tiver que pedir a bênção para os corruptos para que eu continue no mandato eu prefiro voltar para minha quebrada, pra minha vila, para a periferia, de cabeça erguida e sem o cargo”, disse Renato, em entrevista coletiva. O político ainda destacou que já sabia que uma das consequências de “enfrentar os poderes constituídos” é a perseguição e a perda do mandato.

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