
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve manter o discurso de defesa da autonomia da Polícia Federal após a operação realizada nessa quinta-feira, que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o chefe do Executivo vai manter o posicionamento de que todos os envolvidos na fraude do Banco Master sejam investigados e punidos.
Nos bastidores, integrantes do governo afirmam que Lula não pretende interferir no trabalho da PF e deve reiterar o entendimento de que todos os fatos precisam ser apurados. O discurso, segundo auxiliares, é o mesmo adotado em outras investigações que alcançaram pessoas próximas ao governo.
A operação provocou preocupação entre aliados do Planalto. Eles avaliam que adversários poderão explorar o episódio para tentar desgastar o governo. Ainda assim, a orientação no núcleo presidencial é aguardar o avanço das apurações antes de qualquer decisão sobre o futuro político de Wagner.
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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, ressaltou que todas as apurações devem avançar. "Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master. A sociedade tem o direito de saber a verdade, os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis, penalizados", declarou.
Em nota, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), reafirmou apoio à instalação da CPMI do Master e declarou confiar na atuação da Polícia Federal.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, descartou qualquer relação entre o Planalto e eventuais articulações em favor do Master no Congresso. Segundo o ministro, a tramitação de propostas de interesse da instituição financeira não teve orientação do Executivo. "Nosso governo tem uma orientação clara: apura-se tudo, doa a quem doer", frisou.
Guimarães evitou comentar uma possível saída de Wagner da liderança do governo no Senado e afirmou que a decisão cabe exclusivamente a Lula. Guimarães ressaltou que mantém confiança no senador baiano.
Ele garantiu que a agenda legislativa do Executivo seguirá sem alterações. De acordo com o titular da pasta, a prioridade do governo continua sendo a votação de propostas consideradas estratégicas, como a PEC da Segurança Pública, o projeto sobre minerais críticos e a discussão em torno do fim da escala 6x1.
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Vanilson Oliveira
Formado em Comunicação Social - Jornalismo pela UFPB, pós-graduado em Comunicação Digital pelo Inst.de Posgrado de Madri e com MBA em Marketing pela Estácio de Sá.

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