
O ex-presidente Jair Bolsonaro presta depoimento nesta terça-feira (23/6) referente à investigação sobre uma pistola apreendida durante uma abordagem policial em Taguatinga, no Distrito Federal. A oitiva, marcada para às 15h, foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e será realizada na própria residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.
A decisão atendeu a pedido do delegado responsável pelo caso, Thiago Boing, da Polícia Civil do Distrito Federal. Em 17 de junho, a Polícia Civil informou que tentou intimar Bolsonaro, mas a equipe de segurança do ex-presidente teria impedido o cumprimento da diligência.
Na mesma decisão, de sexta-feira (19/6), Moraes estabeleceu prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro informe se os agentes responsáveis pela segurança pessoal do ex-presidente são dispensados no período noturno.
A arma foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), durante uma blitz no Pistão Norte, em Taguatinga. Um veículo Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio policial. No interior do veículo, os policiais também localizaram um carregador sobressalente de uma pistola Glock 9 milímetros.
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À polícia, motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente. Ainda de acordo com o militar, o armamento lhe foi entregue para ele para conserto, com previsão de devolução à casa de Bolsonaro no dia seguinte.
Em nota técnica, a defesa do ex-presidente justificou o episódio informando que o ex-presidente havia notado um problema mecânico ao manusear o ferrolho da arma e, por desconhecer que o percussor já tinha sido retirado por seus auxiliares — o que tornou o armamento inoperante —, solicitou o reparo ao sargento.
Os advogados enfatizaram ainda que o pedido de conserto não possui qualquer relação com o fim do prazo da prisão domiciliar de Bolsonaro, previsto para o dia 25 de junho. Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária, concedida em 27 de março de 2026 após uma internação por broncopneumonia.
Bolsonaro foi condenado a uma pena de 27 anos e três meses de reclusão por liderar uma tentativa de golpe de Estado no país.

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