
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mencionar a política brasileira ao compartilhar, nesta terça-feira (23/6), um artigo que coloca a eleição presidencial de 2026 no Brasil como um dos principais testes políticos da América Latina no próximo ciclo eleitoral. A publicação, feita na rede Truth Social, insere o país em uma leitura mais ampla sobre o avanço de forças conservadoras na região e o reposicionamento da influência norte-americana no continente.
O texto compartilhado por Trump foi publicado pelo site norte-americano Newsmax. A análise parte de uma sequência recente de eleições na América Latina para sustentar a tese de que há uma reorganização do campo político na região, com fortalecimento de lideranças alinhadas a pautas conservadoras e maior aproximação com os Estados Unidos.
Segundo o artigo, esse movimento já teria reflexos em países como Colômbia e Peru, citados como exemplos de uma mudança de orientação política no continente. No domingo (21), Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria) venceu as eleições na Colômbia contra o esquerdista Iván Cepeda (Pacto Histórico).
Ao tratar do Brasil, o texto afirma que a eleição de 2026 será o “próximo grande teste” desse cenário e destaca o país como peça estratégica no equilíbrio político latino-americano. Em um dos trechos reproduzidos por Trump, o artigo afirma que “a eleição já está gerando intenso debate sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e se a disputa será conduzida de maneira considerada livre e justa por todos os lados”.
A publicação também projeta que, caso se consolide uma ampliação de governos de direita na região, “o mapa político da América Latina será dramaticamente diferente do que era há apenas uma década”. Na conclusão, o autor afirma ainda que “Trump está realmente tornando as Américas grandes novamente”, em referência ao slogan associado ao republicano.
O compartilhamento ocorre poucos dias após uma troca pública de declarações entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a cúpula do G7, realizada na França, o presidente dos EUA criticou a política e o sistema eleitoral do Brasil. Na semana passada voltou a criticar Lula, firmando que o Brasil havia se tornado um país “politicamente perigoso”, classificando o líder petista como uma pessoa “muito volátil”.
Em resposta à crítica feita no G7, Lula mandou recado: “Não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil”.

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