Operação Compliance zero

Quem é Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro investigado pela PF no caso Master

Investigado por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras, ex-CEO do Banco Master voltou a ser alvo da Operação Compliance Zero

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira (18/6), 18 mandados de busca e apreensão, no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal (DF). As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os alvos da operação está Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

A operação investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master. Segundo a PF, as apurações buscam esclarecer a atuação dos suspeitos no esquema, que pode configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Augusto Ferreira Lima já havia sido preso anteriormente, em regime de prisão preventiva, ainda na 1ª fase da operação, em novembro de 2025. Além de sócio de Vorcaro, Augusto atuou como CEO do Banco Master e foi controlador do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central (BC) em fevereiro.

Um dos focos da investigação é a relação entre o senador Jaques Wagner, líder do PT no Senado, e o banqueiro Augusto Lima. A PF apura se o senador teria atuado em favor de projetos de interesse do banco no Congresso, entre eles a chamada "Emenda Master" e uma proposta que ampliava o limite do crédito consignado. 

O empresário foi intimado a depor por duas vezes, em janeiro e em maio de 2026, o interrogatório que estava previsto para o início do ano foi adiado após a defesa de Augusto exigir acesso aos autos e as provas do caso. 

Augusto também é investigado por supostas fraudes envolvendo a venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). De acordo com a PF, o ex-sócio de Vorcaro é uma das “peças-chave” para destrinchar os esquemas financeiros investigados. Augusto Ferreira Lima é investigado por corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. 

Em nota, a defesa de Augusto Lima afirmou que as diligências realizadas pela Polícia Federal "eram desnecessárias", uma vez que ele "está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração". "De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos", diz.

 

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