
A maior parte do eleitorado fluminense ainda não definiu em quem pretende votar para o governo do Rio de Janeiro, nem para o Senado nas eleições de 2026.
Levantamento divulgado nesta quinta-feira (2/7) pelo Instituto Paraná Pesquisas indicou que 71,1% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiam não responder quando questionados sobre a escolha para o cargo de governador, enquanto mais de 84% não não soube opinar sobre candidatos a senadores.
Entre os nomes apresentados para o governo no cenário espontâneo, o ex-prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD) aparece na liderança, com 15,4% das intenções de voto. Na segunda posição está o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Douglas Ruas (PL), que registra 3,1%.
Anthony Garotinho soma 1%, enquanto Márcio Canella tem 0,5% e André Marinho aparece com 0,3%. O ex-governador Wilson Witzel registra 0,2%, e André Português, Bombeiro Rafa Luz e Willian Siri aparecem com 0,1% cada. Outros nomes representam 0,8% das respostas, enquanto votos em branco ou nulos correspondem a 6,8%.
Cenário estimulado
Em outra projeção, em um cenário que os estrevistados foram estimulados, Eduardo Paes segue na dianteira, desta vez com 54,12% das intenções de voto. Douglas Ruas aparece em segundo lugar, com 14,6%;
Na sequência figuram:
- André Marinho, com 4,9%;
- Wilson Witzel, com 3,5%;
- Bombeiro Rafa Luz, com 2,2%;
- André Português, com 1,9%;
- Willian Siri, que soma 1,1%.
Nesse cenário, os votos brancos e nulos representam 11,8% das respostas, enquanto 5,8% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.
Primeiro cenário do Senado
No cenário estimulado para o Senado, a deputada federal Benedita da Silva (PT) lidera com 33% das preferências. Em seguida aparecem: Marcelo Crivella, com 25,9%; Márcio Canella, com 21,9%; Pedro Paulo, com 21,5%; Carlos Jordy, com 12,1%; Mauro Campos, com 10%; Monica Benicio, com 9,9%; Helio Secco, com 4,9%.
Os entrevistados que disseram não saber ou preferiram não responder representam 6,4%, enquanto 14,1% afirmaram votar em branco, anular ou não escolher nenhum dos nomes apresentados.
Disputa muda sem Crivella
Quando o nome de Marcelo Crivella é retirado da pesquisa, Benedita amplia a dianteira e passa a marcar 34,9% das intenções de voto, mantendo-se como favorita para conquistar uma das cadeiras fluminenses no Senado.
Nesse cenário, a disputa pela segunda vaga se torna mais equilibrada. Márcio Canella aparece com 25,3%, seguido de perto por Pedro Paulo, que alcança 25%. Monica Benicio registra 12,6%, enquanto Mauro Campos tem 12,4%. O senador Carlos Portinho (PL) soma 10,7% e Helio Secco chega a 6,1%.
Entre os entrevistados, 7,5% responderam que não sabem ou não opinaram, e 16,5% declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou escolher nenhum dos candidatos.
Corrida presidencial no estado
O levantamento também mediu a intenção de voto para a eleição presidencial entre os eleitores do Rio de Janeiro.
Segundo a pesquisa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcança 41,6% das intenções de voto no estado, desempenho 4,9 pontos percentuais superior ao registrado em abril.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 38,6% e está tecnicamente empatado com Lula dentro da margem de erro do levantamento. Em relação à pesquisa anterior, o parlamentar perdeu um ponto percentual.
Os demais nomes avaliados apresentam índices mais baixos. Renan Santos (Missão), registra 1,6%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 1,3% cada.
Entre os entrevistados, 4,8% disseram não saber ou preferiram não responder, e 6,8% declararam intenção de votar em branco ou anular o voto.
Dados técnicos
O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas foi registrado no TSE sob o número n.º RJ04259/2026, e realizado entre os dias 29 de junho e 1º de julho de 2026, por meio de entrevistas presenciais e domiciliares. Ao todo, foram ouvidos 1.600 eleitores distribuídos em 60 municípios do estado do Rio de Janeiro.
Segundo o instituto, a amostra é representativa do eleitorado fluminense, com nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,5 pontos percentuais para os resultados gerais.
A seleção dos participantes ocorreu em três etapas, com sorteio probabilístico de municípios e localidades pelo método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT). Na etapa final, os entrevistados foram escolhidos com base em critérios proporcionais de gênero, faixa etária, escolaridade e renda domiciliar.
As entrevistas foram conduzidas por pesquisadores treinados e supervisionados pelo Instituto Paraná Pesquisas. De acordo com a metodologia, ao menos 30% dos questionários passaram por auditoria para verificar a correta aplicação das entrevistas e a adequação da amostra aos critérios estabelecidos.

Política
Política
Política